19 de julho de 2013
sexta-feira, julho 19, 2013
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Cada acorde em seu lugar
Para minha surpresa, essa semana
comemorou-se o Dia do Homem. Logo eu, uma “datista” de plantão, não sabia da
existência dessa data tão importante no calendário nacional. Em vista de ser
dia 15 de julho, aniversário de minha mãe, talvez roube a importância de
qualquer outra comemoração. Mas, fiquei me perguntando, o porquê, de ter 27
anos e nunca ter ouvido falar de um dia especial a eles, os causadores de
grande parte das alegrias e tristezas de nós mulheres.
Homens
são, sem sombra de dúvida, assunto constante e frequente em papos entre amigas
ou desconhecidas. Talvez seja sobre eles o principal.
Há aquelas que
falam, da boca pra fora, que não sentem falta de um e tão pouco outro é
merecedor de seu amor. Há aquelas que levam consigo marcas causadas por um
homem qualquer. Há aquelas que declaram todo seu ódio ao fulano que a fez
chorar. Há aquelas que juram amor eterno, a ele, que é o homem de sua vida.
E, há aquelas, da
classe que acredito melhor me encaixar, que não carregam cicatrizes tão
profundas que as façam odiar um homem, e que não encontraram um que as façam
sonhar de olhos abertos, e tão pouco conseguem imaginar-se a vida toda ao lado
de outro. Sou da classe que ainda acredita em “até que a morte nos separe”,
mas que homem algum conseguiu fazer morrer de amor. Deixo claro que não estou
subestimando o potencial da classe masculina, e tão pouco afirmo que nunca me
apaixonei por um. Alguns homens já me fizeram perder a cabeça, mas nada tão
profundo que não conseguisse, depois disso, reencontra - lá.
Sou daquelas que
não enche a boca para intitular os homens de sexo frágil, e que acredita que
eles sejam mesmo, o sexo forte.
Há de ser muito
forte para não admitir estar entregue a uma mulher. Há de ser muito forte em
não aceitar que não consegue resolver algo. Há de ser muito forte em não pedir
ajuda. Há de ser muito forte em não ligar ou esperar uma ligação no dia
seguinte. Há de ser muito forte em aguentar crises de TPM de suas parceiras,
amigas ou irmãs. Há de ser muito forte em ver seu time perder a taça Libertadores.
Há de ser muito forte (e essa eu acredito ser a mais difícil) em sair sem bater
a porta do carro depois de uma briga sem motivo.
Agora, você
mulher, deve estar se perguntando de que lado eu estou.
Pois bem, me diga
você, “mulher do sexo forte”, se conseguiria não admitir que está entregue nas
mãos daquele príncipe, se ficaria por mais de duas horas tentando resolver algo
que você não faz ideia de qual seja a solução, se não espera ansiosamente por
uma ligação, se aguentaria não pedir ajuda à amiga quando não sabe o que fazer,
se passaria por uma crise de TPM sem uma, ou duas, barras de chocolate e me
diga se conseguiria fechar delicadamente a porta do carro de seu namorado
depois daquela briga sem motivo.
Se nos julgamos
fortes em fazer coisas que os homens não suportariam, eis que devo julgá-los
fortes em fazer coisas que as mulheres nem tentariam.
Então, nessa
semana, deixamos a “briga dos sexos” de lado e parabenizamos a eles que,
poderiam ser considerados o sexo frágil, se eu e você do “sexo forte” não precisássemos deles.
(Texto publicado na Edição 367 do Jornal Gazeta Regional- Serafina Corrêa 19/07/2013)
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- Mulheres de bem, somos a pessoa que sempre fomos, (guardadas algumas alterações fisiológicas que o tempo insistiu em modificar, mas Murphy é bonzinho até...) com quem vocês convivem ou irão conviver através deste blog, só que não, não sabemos direito quem realmente somos... nem sabemos se queremos bem saber. Nos surpreendemos muito com nós mesmas. Como colocar em um perfil, alguma característica nossa, se mudamos o tempo inteiro? Dupla personalidade. Humor negro. Ironia. Lágrimas de saudade.Sorrisos de boas lembranças.Abraços de adeus. Mistura das cores, de dores ,de amores. Afiliadas do clube "Pessoas que só tomam no cu".Amamos a vida. Nossos animais. (não estamos só querendo parecer boazinhas, a gente é mesmo). Dizimistas da igreja católica. The Secrets é o que há. E vodka não há de faltar. Mas, mulherada de fé, nada do que contém essas mal digitadas linhas é utilmente aplicável, nem sequer inutilmente despejado.Confissões inaudíveis,teses de liquidificador e quem sabe demonstrações da nossa constante oscilação. Achegue-se, nada aqui morde.. Te damos Boas vindas,com um velho clichê: Nós avisamos... ;)
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