23 de janeiro de 2014
 


Ainda que o mundo esteja em lenta evolução na direção de uma situação mais igualitária entre os gêneros — não estou dizendo que todo mundo esteja ajudando, somente acredito que a gente vá chegar lá – a gente ainda vive numa época em que alguns dos papéis masculinos e femininos são vistos com coisas bem delimitadas.
Homens são mais agressivos e mulheres são mais sensíveis enquanto homens são mais assertivos. Mulheres dóceis, carentes e homens não querem falar sobre sentimentos enquanto mulheres gostam de falar sobre sentimentos simplesmente.
E, no meio de todos esses estereótipos e definições, que com freqüência se mostram cada vez mais falsos, existe um dos mais arraigados e que mais começou a me incomodar conforme fui chegando na vida adulta e lidando com relacionamentos mais estáveis como namoro, assintindo alguns noivados e casamentos: a premissa da mulher enquanto eterna ‘mandona’ na relação.
São vários os sinais, que vão desde as manifestações das partes até a postura daqueles em torno, reagindo consciente ou inconscientemente. O bolo de casamento com o noivo sendo arrastado pela patroa – lê-se noiva - como que se obrigando a casar. Tem a camisa de casado onde se lê “game over”. Existe o fato de que as amigas da noiva estão felizes porque ela está se comprometendo, mas os amigos do noivo estão ironicamente dizendo que ele vai se “enforcar”.
O simples conceito de despedida de solteiro, que nasceu como ritual masculino, passa uma ideia básica de que o noivo tem direito a uma última noite de diversão porque a boa vida vai acabar, enquanto a namorada está em casa receber uma coleção de tupperware. Errado! Ele poderá ter sua vida normal com algumas limitações que ele mesmo escolheu ter!
Mas essas coisas não se limitam necessariamente ao casamento. Existe toda uma gama de marcadores textuais, desde o homem se referindo a namorada como “patroa” — o que inevitavelmente dá ao namoro uma ideia de trabalho, como se fosse algo que ela faz e ele  é obrigado a consentir — gente quem pede a mulher em casamento é o homem, certo? Então ela não está mandando nada ela simplesmente aceita. Sabe aquele trechinho que diz: “ É por livre e espontânea vontade que o fazeis?” Então!
Casamento é feito de concessões entre ambas as partes. Não é o fim do mundo propor assistir um filme romântico, como se, mesmo dentro dessa lógica, não representasse também um imenso esforço feminino tolerar um futebol ou maratona do Rambo, só que a mulher faz e sem chiar. Se ela não quer ir ela não vai mas não fica de cara amarrada se decide ir.
Tudo isso para transmitir uma ideia de que, no geral, as mulheres são as interessadas no relacionamento e os homens, que obviamente preferiam estar solteiros, mas decidiram casar. Alguns homens mesmo depois de ter casado lutam diariamente e bravamente para suportar, sem conseguir esconder totalmente seu desconforto e com essa norma social que poda sua natureza de machos livres, que possivelmente andariam pelas pradarias praticando o extrativismo vegetal e o sexo animal.
Parece exagero mas que mal há em comprometer-se de verdade perante sua companheira e sociedade?
Mas não, nem estou aqui para discutir a inevitável escolha — a mulher tem seu espaço e está muito independente também, só pra lembrar ela também abre mão de muitas coisas e rotinas de sua vida para compartilhar uma com um homem que mereça assim ser chamado.
 Na verdade, eu quero apenas tocar em um ponto bem menor e, talvez, bem mais particular, que é o fato de que quando você pensa que mulher manda, você está sendo bastante babaca.
Na minha opinião o bolo de casamento por exemplo deveria ser o contrário, o bonequinho masculino deveria estar laçando a noiva.
Você homem, mude seu pensamento, ainda dá tempo.
Mesmo se você não puder fazer isso por questões ideológicas, por conta das conquistas femininas, por qualquer motivo mais elevado ou conceitual, vale a pena fazer isso em respeito a sua esposa, namorada, parceira, ficante. Menos camisa game over, menos tipinho, menos papo sobre os tempos de solteiro como se eles consistissem em pegação sem limites e não em noites jogando Age of Empires e um pouco mais de percepção de que não é vergonha nenhuma admitir que você está tão investido emocionalmente em algo quanto a pessoa do seu lado e ninguém vai ser menos homem por causa disso.
 
Mesmo porque, se estar com ela fosse mesmo um trabalho, um comportamento assim já estaria gerando justa causa.
22 de janeiro de 2014


Quando você se compromete com o seu melhoramento, tem que renunciar a muitas coisas da sua rotina, do seu comportamento emocional. As mudanças poderão até ser dolorosas, mas jamais estéreis, porque são inevitáveis e só têm princípio. É preciso muita coragem pra caminhar por uma paisagem nova e desconhecida, mas a vida pede de nós flexibilidade e perdão para que o amor se instale com conforto na nossa alma. Sejam gentis com vocês, com os outros. E tenham muita consciência do potencial que ainda não foi desenvolvido. Estamos aqui para que o Universo também se beneficie da nossa existência. E receberemos em troca o eco do que emanarmos. Felicidade é só uma palavra se você não tiver gratidão pelas conquistas que já teve e pelas que ainda poderá obter. E o amor só se tornará uma experiência se você permitir que ele te envolva, sem armaduras. Confie na vida e siga em frente. O mal só existe quando damos poder a ele. E somos do tamanho que queremos ser.

Te amo sem razão nenhuma e por todas as razões...
Amor não precisa de razões: revela-se.
Onde há razão não há loucura...

E só os loucos amam verdadeiramente.
Eu te amo porque há divindade em teu sorriso,
teu sorriso é reduto dos anjos, teu sorriso salva...

Te amo porque o amor me olha dos teus olhos,
a primavera grita nos olhos...

Do fundo dos teus olhos, uma menina triste
chama meu nome com cinco letras de ouro;
uma mulher apaixonada abre os braços em cruz
Para me dar o céu, Para que eu me crucifique nela em nome do amor.

Eu teria todas as razões que sustentam o universo
para te amar e te amar e te amar, mas apenas te amo, sem razão nenhuma.

Te amo porque alguém escreveu em alguma parte
que eu te amaria com rosas e unicórnios, com a metafísica de setembro que põe ouro nas laranjas e exerce nas camélias o fascínio pelo sol.



Não queiras saber por que te amo, o amor em mim não saberia, as palavras chorariam sem a tradução de ti e somente o teu nome em minha boca gritaria amor.

Eu não sei por que te amo,
quando nasci já havia em minha alma as tuas digitais, de onde vim, alguma coisa tua veio em mim e esperou até agora para voar comigo,
se guardou até agora para me renascer...

Muitos antes de ser de outro amor tu já eras minha
porque só para mim e os espelhos tu és tu...

A outra, a que andaste vivendo antes de mim,
era uma estranha, tu és essa que me olha com olhos de promessa...
essa que sorri céu...
a que renasce...

Porque te amo
É como perguntar a rosa, por que cativa?
Como perguntar ao mar, por que murmura?
Como perguntar a ti, por que encantas?
Mas eu diria que te amo porque teu cheiro
desperta em meu instinto a pretensão de eternidade...

Porque teus olhos me falam desse cheiro.
Te amo porque entre nós há uma equação que justifica a vida, e porque já fomos um único ser que, dividido, se perdeu e busca agora ser completo...

Eu te amo porque já te amava sempre
no universo sem tempo da eternidade,
na efêmera vertigem da roseira...
E na existência luminosa das estrelas.
Assim te amo. 
Vaine Darde
 
20 de janeiro de 2014


            E então lemos, ouvimos e dizemos que o mundo está carente de pequenas atitudes, está escasso de gentilezas e extinto de compreensão.
            Lemos e ouvimos que o que muda o mundo de fato são as pequenas atitudes do dia a dia. E dizemos que se cada um fizer a sua parte o mundo se tornará um lugar melhor para se viver.
            Ouvimos e vemos as mais diversas manifestações por um mundo melhor. E gritamos aos ventos que é responsabilidade de todos a construção da mudança.
            Pois bem, acredito realmente que cada um é responsável por um pedacinho de mundo (ou de vida) melhor. Acredito que somos responsáveis pela mudança de valores que tanto queremos e que devemos começar essa mudança por nós mesmos. Acredito que somos os maiores causadores dos desvios de valores e condutas que estão acontecendo ao nosso redor.
            Se há mentira é porque alguém acreditou que pudesse ser verdade. Se há rancor é porque alguém não aceitou o perdão. Só há discussões se alguém alterar a voz.
            E assim, eu poderia citar uma infinidade de situações em que o mal só prevalece se não buscarmos o bem.
            O mundo que vivemos hoje é reflexo de nossas atitudes. O mundo que teremos amanhã é consequencia de nossas escolhas e o mundo que você vive, é você quem faz.

.



                O ano de 2014 inicia e, junto com ele também iniciam as mais diversas promessas, planos e projetos para concretizar a curto ou longo prazo.
                A passagem de um ano para o outro encerra um ciclo e automaticamente inicia uma nova etapa. Instigados pela vontade de mudar, fizemos os mais diversos planos e promessas. Promessas essas que, muitas vezes, são esquecidas tão rápido quanto foram criadas. Promessas que não se cumprem pelo simples fato de às vezes não buscarmos meios para realizá-las.  Planos que por vezes não ousamos “tirar do papel”.
                Assim vamos vivendo um dia de cada vez, movidos pela vontade de ter uma vida estabilizada em todos os âmbitos, mas muitas vezes acomodados e enraizados no mesmo lugar.
                Dizem que as melhores oportunidades aparecem pra quem tem sonhos e coragem de arriscar. Dizem que nossos sonhos só se realizam se lutarmos para conquistá-los, e dizem também, que ninguém além de nós, é responsável pelas nossas escolhas.
                Na certeza de ser o primeiro passo o mais difícil e importante, deixamos muitas de nossas oportunidades serem descartadas e assim, perdemos a chance de realizarmos e alcançarmos nossos sonhos.  
                Nesse ano que se inicia espero que possamos muito mais que idealizar projetos e metas ir à busca e a realização daquilo que julgamos ser melhor para nós.
                Início 2014 da mesma forma que encerrei 2013. Desejando a todos um ano cheio de vida.



            Todo mundo discute - é óbvio. Conflitos são inevitáveis quando duas pessoas tentam conviver. Mas, em relação aos conflitos há uma única questão fundamental: você deseja vencer mostrando que está com razão, ou quer chegar, de maneira respeitosa e solidária, a uma solução com seu parceiro? Você pode ganhar todas as discussões que quiser e se sentir bem por ter vencido. Mas isso não contribuirá em nada para sua felicidade. Quando um dos dois quer vencer na discussão a qualquer preço, nenhum dos dois ganha e a felicidade do casal fica comprometida.
            A maneira de evitar desgaste da relação quanto à solução de conflitos é abordar os conflitos de forma saudável. Em primeiro lugar defina a situação objetivamente. Qual é a crise e o que precisa ser feito para melhorá-la? Este simples passo é crucial. O próximo passo é ter consciência do objetivo da discussão. Não é um contra o outro, cada um procurando vencer, mas os dois em busca de uma solução para o problema.
            Quando nos concentramos no problema e não na pessoa com o problema, um clima de cooperação - e não de competição - é fortalecido. Se o conflito demorou muito tempo para se formar, levará muito tempo para terminar. Quase sempre é uma ferida insignificante que causa o primeiro dano ao relacionamento. Como os casais têm tendência de ignorar o que consideram “pequenos problemas”, a situação vai se repetindo e se agravando. Mas, se houver amor e desejo de acertar – e não de dominar – pode-se chegar a um desfecho feliz para ambos.
            Um grande número de conflitos pode ser resolvido, desde que as estratégias para fazer a paz sejam conhecidas. Ghandi afirmou: “Não faça o seu oponente cair de joelhos, faça-o cair em si.”
            As pessoas que mantêm um espírito solitário durante os conflitos com os parceiros, dizendo a sua verdade e ouvindo a do outro, em busca da melhor solução para os dois, têm um índice menor de conflitos e seus desentendimentos duram um tempo menos significativo.

(Texto publicado na Edição 111 do Informativo Paroquial- Dezembro 2013)


            Há algumas edições, estou tendo a honra de escrever uma coluna no Informativo Paroquial.
            A coluna trata dos segredos dos bons relacionamentos. Ok, não sou perita nisso e tampouco tenho um histórico de relacionamentos exemplares. Mas, baseada no livro de David Niven, Os 100 Segredos dos Bons Relacionamentos e em minhas próprias experiências, reescrevo alguns pontos cruciais para a saúde dos relacionamentos.
            O Informativo Paroquial está na Edição 111, e é distribuído mensalmente, trazendo conhecimentos e informações importantes.
            Deixo abaixo, o texto da Edição 110, do mês de novembro. São dicas simples e fundamentais para levar adiantes relacionamentos amorosos.
            “Cada um de nós deseja ser uma parte positiva na vida do parceiro e deseja que o parceiro seja uma parte positiva em sua vida. Entretanto, passamos quase o dia inteiro nos dedicando à carreira e obrigações que podem nos distanciar. Por esse motivo é muito importante que as pessoas procurem, ou desenvolvam interesses em comum. Esses interesses estimulam a comunicação positiva e fortalecem o sentimento e ligação entre parceiros.
            Duas pessoas podem se conhecer e após vir a ter um relacionamento, porém se os interesses não forem parecidos, a base sólida do relacionamento não será formada.  
            Um apoiar o outro em seus interesses também é fundamental para o amadurecimento e crescimento da relação.  Uso como exemplo a história de um casal em que ambos gostavam de sair sem saber ao certo pra onde iriam. Decidiram então comprar um barco e velejar, com isso desenvolveram a capacidade de vibrar com a natureza e de usufruir do fato de estarem juntos. Conversavam em alguns momentos, em outros ficavam em silêncio (o que também é muito bom para o relacionamento). Puderam descobrir que eram os melhores amigos um do outro, e que nunca iriam cansar dessa proximidade.  Puderam perceber e conhecer cada vez mais os desejos um do outro.
            A capacidade de manter uma comunicação aberta e saudável em um relacionamento está associada ao período e qualidade de tempo que um casal passa juntos. Ao se comparar casais que permaneceram juntos por mais de cinco anos e casais que se separaram, pesquisadores descobriram que os casais que estão juntos são os que vivem os mesmos interesses. “
            Se você gostou acompanhe nas próximas edições do Informativo Paroquial mais dicas!

Quem sou eu

Minha foto
Mulheres de bem, somos a pessoa que sempre fomos, (guardadas algumas alterações fisiológicas que o tempo insistiu em modificar, mas Murphy é bonzinho até...) com quem vocês convivem ou irão conviver através deste blog, só que não, não sabemos direito quem realmente somos... nem sabemos se queremos bem saber. Nos surpreendemos muito com nós mesmas. Como colocar em um perfil, alguma característica nossa, se mudamos o tempo inteiro? Dupla personalidade. Humor negro. Ironia. Lágrimas de saudade.Sorrisos de boas lembranças.Abraços de adeus. Mistura das cores, de dores ,de amores. Afiliadas do clube "Pessoas que só tomam no cu".Amamos a vida. Nossos animais. (não estamos só querendo parecer boazinhas, a gente é mesmo). Dizimistas da igreja católica. The Secrets é o que há. E vodka não há de faltar. Mas, mulherada de fé, nada do que contém essas mal digitadas linhas é utilmente aplicável, nem sequer inutilmente despejado.Confissões inaudíveis,teses de liquidificador e quem sabe demonstrações da nossa constante oscilação. Achegue-se, nada aqui morde.. Te damos Boas vindas,com um velho clichê: Nós avisamos... ;)
Tecnologia do Blogger.

Páginas

Espiadinhas:

You can replace this text by going to "Layout" and then "Page Elements" section. Edit " About "

Seguidores