29 de fevereiro de 2012
Eu até tento me afastar daqueles pensamentos que vem chegando devagar e sentam ao meu lado e logo em seguida tomam conta do lugar que era meu, só meu. Eu até tento deixar estar e quando eu percebo  a única coisa que quero é estar, estar ao seu lado , estar em seus braços,estar em ti. Eu até tento tirar você do foco dos meus dias, mas quando eu me dou conta você se torna a razão de meu viver. Eu até tento sentir raiva de tudo que seja relacionado a você , mas quando percebo a única coisa que me faz sentir raiva é a distância que existe entre nossas mãos, alguns 40 e poucos Kilômentros, que se forem multiplicados pela saudades resulta em um número incalculável. Eu até tento desejar outros braços, mas quando me dou conta é nos seus que me sinto segura. Eu até tento te esquecer, mas aí, você vem e me faz lembrar do que eu sou quando estou contigo, do que eu sinto quando estou ao seu lado e do quanto  te quero quando estamos longe.
28 de fevereiro de 2012


Já ouviu a música do Frejat, Amor pra recomeçar? O refrão é fácil, se decora num piscar de olhos : “desejo que você tenha a quem amar / e quando estiver bem cansado / ainda, exista amor pra recomeçar.. pra recomeçar”.
Essa música é uma bela lista de desejos para alguém, que certamente, ele considera muito. Desejar algo de bom para alguém é um gesto muito nobre. Nem todo mundo é capaz. Principalmente quando se convive com gente que só sabe desejar o mal ao outro e quer dar rasteira e puxar tapete dos outros, seja profissionalmente ou sentimentalmente.
Mas, retomando o refrão, o que é mais difícil: ter amor pra recomeçar ou encontrar alguém para amar?
Ah o recomeço.. encontrar um novo amor, ou começar com a mesma pessoa uma nova relação quando a antiga estiver desgastada. Recomeçar é aterrorizante. Mas viver sem novos projetos, planos, ideias, ou atitudes espontâneas, haja amor pra aguentar o tédio da rotina.
Sem medos nem rodeios, descobrindo novas versões pra coisas e situações já vividas.
Já encontrar um amor, pra mim, é tarefa impossível. Primeiro que não encontro e depois porque se acontece é ele que encontra. Aí a probabilidade de ser encontrada por um alguém que te ame num mundo com 7 bilhões de habitantes é praticamente zero (olha que otimista!), e não é que acontece? Contra todas as probabilidades mas acontece.
Mas do amor sei quase nada. Mas também, quem é que sabe? Ele que acontece. POde ou não durar. Dói quando acaba. Deixa feridas que demoooram pra cicatrizar. E que é bom sabe, porque daí você olha pras cicatriz e diz: 'ah não vou fazer igual pra não ter mais dessas". Mas sem amor (e não falo somente sobre aquele que vem do outro) é impossível viver.

“Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça / E quando me quiser / Que seja de qualquer maneira / Enquanto me tiver / Que eu seja o último e o primeiro / E quando eu te encontrar, meu grande amor / Me reconheça...”
27 de fevereiro de 2012
Sabe aquela coisa que você sente quando descobre que alguém não mudou como você esperava que tinha mudado? Sim, que merda decepção.
E você espera uma ligação, algum sinal de vida, mas não aparece nada. O amor é idiota, criança que perdoa fácil e se ilude ligeiro. Só queria que você percebesse meu lado. Ouvir tua voz sussurrando ao meu ouvido "boa noite" enquanto me abraça e os teus beijos sufocando meu sono enquanto desperto. Queria continuar aqui, construindo esse novo universo em mim, mas já tenho tantos, que nem sei se esse já não foi meu algum dia.
Quando nós dizemos o bem, ou o mal... há uma série de pequenos satélites desses grandes planetas, e que são a pequena bondade, a pequena maldade, a pequena inveja, a pequena dedicação... No fundo é disso que se faz a vida das pessoas, ou seja, de fraquezas, de debilidades... Por outro lado, para as pessoas para quem isto tem alguma importância, é importante ter como regra fundamental de vida não fazer mal a outrem. A partir do momento em que tenhamos a preocupação de respeitar esta simples regra de convivência humana, não vale a pena perdermo-nos em grandes filosofias sobre o bem e sobre o mal. «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti» parece um ponto de vista egoísta, mas é o único do género por onde se chega não ao egoísmo mas à relação humana.
José Saramago, in "Revista Diário da Madeira, Junho 1994"
"Esforce-se para amar as suas próprias dúvidas, como se cada uma fosse um livro fechado, um livro escrito em idioma estrangeiro. Não procure, por ora, respostas que não lhe podem ser dadas, porque não saberia ainda colocá-las em prática e vivê-las. E trata-se precisamente de viver tudo. No momento, viva apenas as suas interrogações. Talvez que, somente vivendo-as, acabe por um dia penetrar, sem perceber, nas respostas"

Porque nos apaixonamos por uma pessoa mesmo sabendo que ela é errada?

- Essa eu sei a resposta. Porque você espera estar enganado, e sempre que ela faz uma coisa que mostra que ela não é boa, você ignora, e sempre que ela age bem e te surpreende, ela te reconquista. E aí você esquece a idéia de que ela não serve pra você.
(The Holiday)
26 de fevereiro de 2012
Povo de fé, povo feliz, eis que dou o ar da graça pra contar pra vocês a noite de ontem, sem igual, sério. Nem mandando fazer igual sairia tão sobrenatural.

Se o paraíso existe e é ao lado das pessoas que a gente ama.
Tipo que reunimos a minha galera com a adição de minha sócia é não precisou mais nada. Admito que teve participações especiais, mas mesmo se a noite tivesse se resumido em um monte de calcinha já teria valido a pena.

A mulherada do 'bolo' tipo a melhor do mundo, no clima, alegres e talls...Possíveis alvos pra todas em todos os lados (só pra ter a noção!) ... alguns percalços no caminho, uns casais desbotados, uns quase amor, largados em casa dormindo(sem comentários!), uns zé manés sem atitude uns com atitude demais.. um reagge do bom e bebidinhas pra ajudar. Avistou-se até um italiano, de Bologna, super inteiro, perdido na galera.. nem foi abduzido por ninguém.
A noite que começou com uma chuvinha boa pra dormir (escolha de mau gosto de alguém) só terminou depois que a alma estava lavada pelo temporal.
Começou mais ou menos assim “Eu procuro um amor que ainda não encontrei diferente de todos que amei”, e no final cantamos até “deixa chover deixa a água lágrima divina vai purificar”.
 Pois é , única coisa que não aconteceu foi “chover na minha horta”. Eu até tinha em vista aqueles uns(siiim tinha mais ex-casinhos que algo rendável) mas jura neh? Eu tava lá só para dançar eu tava lá só pra me divertir. E assim foi.
Minha súúúúcia foi a única que saiu de lá com os lábios ardentes ,uma boa cia masculina(o que tá dificil de encontrar) e boas histórias para registrar.
A galera toda reunida e as “mina pira”.
 Eita galerinha de tirar o chapéu, eita mulherada fiasquenta.
Vai tentar passar despercebido pela nossa mesa. Nem a pau!

Risadas de doer o estômago, mudança de horário e um cigarrinho pra aliviar...

Teve histórias contadas em italiano puro, abraços inesperados, saudades “matadas”, comentários mal entendidos e outros sem entender nada, tradução ao pé do ouvido, cantorias de tirar o chapéu, apresentações formais e informais, duas “coisas” inconvenientes, olhares vigilantes, caras de surpresa, casais sem sal e outros com muito açúcar, ex-casinhos de tremer nas bases e calafrios de saudade.
Pois é, a noite era apenas  para ser boa, a noite era apenas para ser inesquecível.
Porém, toda via, já que, somos meninas do "bem" (maaauu), o cara lá em cima decidiu ser  generoso.
A noite foi tipo assim MUITO BOA, INIGUALAVEL .
Sem explicação.
Noite de deitar na cama, respirar fundo e sorrir.
Agora deixo o encerramento dos detalhes da noite  pra aquela uma que tá por aí jantando com o menino que raptou ela de mim na noite passada . Melll Dellsss

O coração inquieto, domingo de tédio e segunda vamo trabalhar!

Mas como diria minha "sucia" companhia boa demais, fodelásticas.
So lembrando a trilha que antecedeu foi: Frejat. 
AMOR PRA RECOMEÇAR...
24 de fevereiro de 2012

Sabe, eu me pergunto as vezes se o que senti foi amor. Ou se a gente teve uma paixão prolongada. As vezes me ataca a dúvida e me parece que foi engano. Sendo ou não, não faz mais diferença, já deixei "na mentira" as lembranças boas do passado. Mas o que me faz cair os butiá do bolso, é que quando se termina algo antigo, sempre o passado toma posse de uma parte da gente. Sempre faltará um pedaço... O pedaço do primeiro candidato à vaga vazia que agora insiste em ficar aí morando no peito. Passo e repasso os fatos, não existem culpados, muito menos residentes desse velho passado que já me abandonou faz tempo. Já escrevi que sentia "saudade", outra vez eu escrevi que eu não era "mais sua", outra vez ataquei de arrependida logo depois escrevi que não te "queria" e por último eu disse "adeus". Mas toda vez que eu lembro e relembro os fatos, que eu corto as falas e que eu me "encanto" facilmente por um outro estranho, vejo o antigo "eu" que foi abandonado por um babaca filho da puta.

Aí você pergunta: "por acaso você está falando dos seus problemas amorosos?" Eu poderia dizer que sim. Porém, essa pessoa que escreve já não existe mais. Ela partiu, foi embora. Então, aqui são apenas fatos. Contados, misturados com ficção e tornados inutilizáveis pela mesma merda que se tornou esse mundo.
23 de fevereiro de 2012


Vivi come meglio credi...tanto qualcuno avrà sempre da dire su di te....impara a non tenere troppo in considerazione il giudizio degli altri...di sempre "si, si..." e poi fà comunque ciò che vuoi...perchè se ti fai condizionare poi...non vivi bene...e questo non deve accadere...Di vita ne abbiamo una sola...vediamo di godercela al meglio. Viva como melhor acredita ... alguém sempre terá a dizer algo sobre você .... aprenda a não levar em conta muito do julgamento dos outros ... diga sempre "sim, sim ..." e depois faça o que você quer ... porque se você se condicionar não vive bem ... e isso não deve acontecer ... Temos apenas uma vida ... vamos aproveita-la  melhor.
21 de fevereiro de 2012
Tá neh!
Eu já estava na cama deitada e quase dormindo, mas tive que voltar , sei que não vou conseguir “apagar “ até escrever o que estou sentindo.
Minha ídola tem toda a razão.
Que porra é essa??
Que liberdade em ser cafajeste  ele acha que possui?Que coração de pedra ele carrega em seu peito? Que poder ele tem sobre mim que não me deixa respirar tranquilamente?? Que sensação é essa que só ele me proporciona??
Coisas que nem se eu viver mais um milhão de anos vou saber explicar( até porque acho que essas coisas não possuem explicação), coisas que nem se eu viver mais dois milhões de anos vou sentir igual, coisas que nem se eu viver mais três milhões de anos vou encontrar no meu caminho outra vez.
AFFF ...
E agora tô eu aqui me sentindo uma otária-sentimentalóide que acredita em palavras (até mesmo naquelas que nem são ditas) e que sonha em viver um “Conto de Fadas” ao lado de um príncipe encantado e tudo o que encontro é um ogro!
Agora estou aqui tentando encontrar mil motivos pra sentir raiva dele e tudo o que encontro é a saudade de seus braços. Agora estou eu aqui querendo que ele perceba o quanto eu sou legal, o quanto serei uma boa namorada, uma boa esposa  e a melhor-mãe-do-mundo para seus filhos. Agora estou aqui perdida em palavras, sentimentos, vontades, desejos e sonhos.
Agora estou eu aqui sem saber o certo como agir. Acreditando que o melhor a se fazer é dar as merecidas férias ao meu coraçãozinho e deixar a razão fazer algumas boas horas extras.
 Mas enquanto ele decide o destino de suas férias , vou aí pegar um pano velho ,porque minha sócia tinha razão ...
“Escorreu melado da tela!!!’

Esta tarde, to eu aqui.. curtindo um filme e escrevendo... (juro isso vicía!) mas é bom.
Incrível como quando a gente tá de feriadão passa rápido o tempo ne?
Affe..
Daí que quando você fica meio sozinha começa perceber as caraminholas da sua cabeça..
Me vejo com quase trinta e ainda tenho de escutar: porque tu tem tanta pressa?Não é de casar. Acho de mau gosto ficar pedindo presentes e encher o saco dos outros com uma festa que só fica divertida depois que todo mundo já tá "tchuco" e sem sapato. Os “morecos” brindando com as alianças reluzentes e posando pra posteridade. Acho insuportável a reu...niãozinha para ver as fotos ou o filme ou ouvir as histórias da lua de mel. Entrar em uma igreja qualquer, toda vestida de branco, é um sonho que não alimentei nem no auge dos meus delírios adolescentes.
Imaginei sim, algo externo e com duração de um dia, afinal eu sou extravagante mesmo! O que que há "tô pagându"..
Não to desesperada, tah, na verdade tô um pouco sim, eu quero um amor... o meu amor.
Só tive um namorado, e nem sei se to disposta a me estressar de novo.. (é foda!)
mas eu preciso acreditar que vai aparecer um alguém que me pire o cabeção e não que eu tenha de procurar tanto e me contentar com nheco-nhecos ocasionais. Que vai gostar do meu jeito.
Vejam bem: fiquei sabendo que meu "ex" ta com uma nova "amiga"... bãeee... fiquei um pouco mexida mas quando soube quem era, relaxei.. ele estaria tipo assim.. trocando um salto 15 por rasteirinha.
Tadinho.
ChooOorei, lembrei de momentos juntos (gente, isso é normal, carência já ouviram falar???) não durmo com um homem, tipo.. não acordo com um há mais de 9 meses!!!
As vezes você deseja ter alguém pra ti, só teu. Absolutamente normal.

Mas ainda bem, a vida dá uma rasteira. Você cai, tropeça, borra a maquiagem, o coração se espalha. Voce sente dor, perde o rumo, perde o senso e promete: Paixão nunca mais. Você sente que nunca irá amar alguém de novo, que amor é conversa de botequim, ilusão de sentido, que só funciona direito pra fazer música, poesia e roteiro de cinema. Tu inventa millll e uma coisas. Um amor pra distrair. Um amor pra ins-pirar, um amor pra trans-pirar. Uma paixão aqui, um quase-amor ali. Ainda bem que existem os amigos, para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em 'guardanapos' e tirar fotos bonitas. E a vida continua. Sua imaginação te preenche, e seus amigos te dão colo,bebidas e dias incriveis..

Que down neh?!!!
Fazer o quê?
20 de fevereiro de 2012
Não,deixa eu contar pra vocês:
Daí que minha súcia, esta um pouco longe, voltando pra casa na verdade mas antes que ela surte e veja o brOg (adoro chamar isso assim!) eu tenho de dizer a vocês que ela ta com os pinos frouxos! Ahamm... feio de ver, saiu de férias querendo não lembrar de nada que a fizesse esmorecer, murchar, travar o riso,  esquecer um babaca de marca maior que se acha o gostoso, acredita que pode falar merda pra ela e voltar quando ele bem entende. Adivinhem se ela consegiu tirar esta espécie não catalogada ainda da cabeça?? Nem a pau. Na boa, eu ouço ela e dou conselhos em meus momentos mais serenos (hahahahha, sim eu tenho este tipo de momentos!)  mas na real tudo o que eu digo teria de ser feito o contrário! Não quero magoar ela porque ela não merece e além do mais acho que o lance é mesmo sério da parte dela apenas, que no caso não resolve muita coisa! Enfim parece que o indivíduo é o poço da sensibilidade e faz e desfaz com o coração da piralha. Dá pra acreditar?
Eu fico aqui querendo me arrancar os cabelos e engessada não consigo fazer nada.
Ela deveria voltar com um revolver e delicadamente atirar contra este cafageste.(ÓmeoOdEoooOs, este é o auge da delicadeza, caso você ainda não saiba.)
Só que não, querem saber o que vai acontecer?

Vou dizer: Vai continuar escorrendo melado por esta tela, porque ela apaixonadamente vai continuar escrevendo e mesmo sendo maluca vai continuar nesta fantasia.

Oremos,
(...)Dentro do peito, no entanto; havia ainda aquele ponto

brilhante, incandescente, de onde saía uma chuva de

pequenas fagulhas. Era quase insuportável. Ela mal tinha

coragem de respirar, por medo de atiçar aquele fogo ainda

mais;contudo, respirava fundo... fundo. Quase não tinha

coragem de olhar-se no espelho frio; mas olhou, e ele

mostrou-lhe uma mulher radiante, com lábios trêmulos,

sorridentes, grandes olhos escuros e um ar de quem está

à espera de que alguma coisa... divina aconteça.

Ela sabia que iria acontecer infalivelmente.(...)



Katherine Mansfield in: Bliss
19 de fevereiro de 2012
Então que ne, minha "súcia" (pobrezinha!) foi logo ali em Sampa se divertir um pouco e largou a bucha pra mim aqui dar conta ne, já que eu não gosto muito de carnaval e talls, supostamente eu até teria mais tempo pra vir aqui a atualizar o brOg pra vocês mas preciso confessar: este feriadão esta acompanhado de um bicho preguiça no meu lombo que não quer descer!
Ja me esfreguei nas paredes e tudo mas o bicho ta ali, não tem jeito dele cair!
Mas que eu não poderia deixar de falar sobre carnaval eu nãooo poderia ne?!
É muito dececpcionante observar nas ruas todo policiamento, unidades móveis de saúde durante este "período" quando durante o ano todo a gente precisa não avista um filho da puta ninguem!
E nossos impostos e gente paga, se fode e tudo mais pra deixar em dia, mas os zé mané que tem vida boa trabalham na verdade quando querem, ne?!
Tá tudo bem tá minha gente, é só uma revolta momentânea, que durou o tempo de um chilique.

Bom domingo :)
"Por que amamos os canalhas? Foi o que me perguntei, num domingo chuvoso, assistindo a uma dessas comédias diabéticas românticas, em um canal qualquer da TV a cabo. Alguma cena daquele filme da década de 80 me fez parar e buscar uma resposta para essa pergunta que não quer calar: Por quê sempre me apaixono por canalhas?"
17 de fevereiro de 2012
Mesmo a mais de 1.500 km de distância dele eu ainda consigo fechar os olhos e ver seu sorriso metálico sorrindo pra mim . Eu ainda consigo sentir o cheiro de seu suor  em meu corpo. Eu ainda consigo sentir seus braços em volto a minha cintura. Eu ainda consigo querer ele só para mim. E se isso não for amor o que mais pode ser????
15 de fevereiro de 2012
Pessoal estou passando por aqui rapinho só pra dizer : ESTOU DE FÉRIAS!!!!
Mas , não se preocupem  e continuem visitando o "Cada acorde " , ele será atualizado pela minha sócia (adoro chamar ela de sócia), e eu continuarei escrevendo e depois posto tudo na volta!!!
Tenho certeza que deixo vocês em boas mãos!!!
Eu mesma vou acessar e me deliciar todos os dias, mas sem postar(se eu aguentar neh?!) . 
Fiquem com Deus, se cuidem e se deliciem !!!!
Boas férias pra mim!!! 
Vou sentir saudades!!!*----------*
BeijOs minhas lindas!!!
14 de fevereiro de 2012




Não sei qual foi o maior atrativo em você o que me deixou assim tão sem chão.
Se essa cara de homem másculo ou tua pegada divinal. Conheço o teu segredo
e acho que talvez você possa conhecer o meu.
Só não garanto que quero fazer contigo tudo o que já quis fazer um dia. Talvez agora
eu faça duas, três vezes pior. Talvez agora eu fique louca. Um pouco mais...
E que doce loucura seria estar perdida no abismo dos teus braços
Abismo sim, porque é com eles que eu desapareço do mundo.
É com eles que eu descubro um outro mundo, uma nova realidade.

Eu e você....seria hilário, ah seria.. mas seja o que for, eu sempre vou lembrar de você com um sorriso no rosto e com a esperança de que a qualquer dia vamos sentar, abrir nossas latas de cerveja, jogar conversa fora e quem sabe cumprir o pacto da madrugada.
13 de fevereiro de 2012

“-Nossa que cabelo cumprido!”
“-Guria que pele morena!!!”
“-Sempre embonecada você hein??!!”
“-MeoooDeoooosss teus cílios são muito grandes!”
“-Que vestido liiindo!”
“-Que maquilagem perfeita!”
“-Nossa você é muito original!”
“-Tu tá sempre feliz neh?!”
"-Tu tá muito linda!!"

Eiiii já passou o tempo em que eu precisava de um elogio pra ser feliz!! Se não for sincero se abstenha de comentar!!
12 de fevereiro de 2012
Mulheres de fé podem se tranqüilizarem eu estou VIVA, sinceramente não sei o quanto isso é bom, mas já que viva estou vamos fazer jus ao dom da vida!!!
Deixamos o sentimentalismo de lado e vamos ao que interessa. Quero contar uma historinha com final feliz que aconteceu com uma amiga minha ( nossas amigas sempre tem histórias legais e intensas pra gente contar neh???).Então vamos aos fatos.
Minha amiga é uma daquela meninas que sonham e “dissonham”. Ela sonha até no piscar de olhos que delicadamente o faz. Ela sonha acordada ,sonha dormindo, as vezes nem dorme pra ver os sonhos acontecendo. Ela sonha com o seu amor, sonha com sua casa, seu lar. Sonha com a tal viagem de lua-de-mel.Sonha com  os primeiros anos, os segundos, os décimos, as bodas de algodão, de prata, de ouro , de diamante. Sonha, sonha , sonha.
Ela sonha , planeja e imagina, mesmo quando não há sonhos, nem planos , nem imagem. Dizem que o melhor da festa é esperar por ela , mas sinceramente acho que minha amiga está cansando dessa espera.
Ela até tinha parado de imaginar que ainda existisse algum ser de duas patas que fosse digno de dormir no seu peito, até que...
Até que em uma noite teve a IN-felicidade de cruzar com um cara nada comum.Uma ou duas palavras trocadas e o bebum conseguiu deixar um rastro na vida dela.
Esse rastro veio acompanhado do CPF ou documento de identidade do cara (não lembro direito acho até que poderia ter sido uma carteira de habilitação ou algo do gênero), mas o contato seria mantido, e  assim foi.
Lembro até da cara da guria ao abrir a bolsa e sem entender porque lá estava algo que não era dela (ou será que é???) , sem entender como aquilo veio parar em suas mãos muito menos dentro de sua bolsa.Pois bem , politicamente correta ela averiguou informações úteis(como por ex: filiação, data de nascimento ou algo que pudesse mostrar que aquele cara era perigoso), nada acrescentado se jogou na net pra encontrar o vivente. Uma ou duas páginas abertas e lá estava ele, com o mesmo olhar e sorriso pálido da noite anterior .Ela instantaneamente fez o contato e lá foi ele se justificar, com uma frase que resumia tudo.
 “-Coisas da noite!!!”
Maldita noite que acabou de acabar.Maldita mania de ser correta.
Pois bem,marcaram um encontro pra devolução.Nããã aquele encontro que vocês estão imaginando, foi algo  formal mas com um gosto de quero-mais.
O tal menino esquecido tratou de tomar um bom banho, se perfumou e estava segundo ela muito mais apresentável, ela de tênis, jeans e moleton. É podem rir, juro que nem eu imagino  a cena, mas assim foi.
Depois do oi , de algumas poucas palavras trocadas , documento entregue , chegou a hora de dizer tchau,chegou a hora de cortar relações. Se despediram e ele voltou pra capital. Ela , que tinha “carregado” a cunhada pro tal encontro de entrega, ousou um sorriso de canto de boca, mas implorou pra cunhada se abster de comentários. Pronto a certeza foi única, “rolou o tal clima”.
Cada um com seus pertences e ponto final. Aquilo na verdade foi apenas o ponto inicial. Acompanhando o documento foi celular, e-mail, página do Tumblr , algumas vaidades, medos , sonhos e brigas.  
“-Agora senta e espera boneca!!!”
Ela sempre foi aquelas meninas que você não vê o tempo passar,que você começa falando sério e depois solta o verbo. O meninão se perdeu em seus botões. Mais alguns dias de papo e eles combinaram uma cerveja pra selar a amizade. E era só amizade mesmo. Só isso e nada mais...
Ligações , mensagens, longos papos, vontades , desejos, papinhos pra boi dormir, cobranças , cenas de ciuminho barato,cuidado exagerado. O menino veio com o pacote quase completo.Depois de mais uns dias e o que era pra acontecer , aconteceu.
Ok, confesso que o álcool sempre colaborou com esses lances de primeiro beijo. Com o primeiro , o segundo , o terceiro...E lá se foram alguns beijos e outras mordidas, longas noites de carinho, sexo e brigas... Minha amiga tem um potencial máster pra fazer as pessoas perdem a paciência. Isso chega a ser uma virtude nela. O tal bunitão também não é dos mais educados e sensíveis, então os dois juntos dá nisso. Farpas para todos os lados.
Um pouco de piadinhas, um pouco de  verdades, um pouco de piração e longos minutos de desejo. Os dois se entregaram (opa corrijo-me  “Ela se entregou!” (não que precise muito pra acontecer isso, ela consegue ser mais doce que um pote de mel)). E lá se foram os boi ca’s corda. Depois de muitos e muitos dias de papos, alguns dias(noites) de sexo e uma ausência enorme minha amiga resolveu cair fora . Isso mesmo. Ela cansa as vezes sabe, e quando ela cansa já era, não costuma cortar relações com as pessoas, mas já não é tão intensa.
Pois bem, assim o fez, até que ....
Até que o bunitão resolveu mexer na ferida aberta e não cicatrizada dela.
E lá vamos nós, começar tudo de novo.Ela se deixou envolver e se acariciar. Algumas gargalhadas não fazem mal a ninguém não é mesmo?? (MENTIRA !!!!!!)
Depois de uma noite super divertida na companhia de suas amigas ela resolve ir para casa na pose, quando de repente seu celular toca vibra e não identifica chamada(não que ela não iria atender se tivesse identificado ) :“-Oi , por onde andas??” “-Oi , estou indo pra casa!...siiim....!!! te espero!!!”  Uma dúzia de palavras trocadas e a marmelada estava feita!!!!Ele sempre tão cordial para seu carro a 100 metros de distância (ahh esses homens fazem isso pq não sabem o que é andar de salto!!), ela delicadamente (e bêbada) vai até o carro!!!
“-Tu ta bêbada guria????” “(-Não eu to pelada não tá vendo!!) Siiim xuxu to um pouquinho bêbada!”
E lá se foram rumo a mais uma noite de viras, desviras, brigas e sexo(sei que ela ousaria dizer amor , mas....).E lá se foram matar a saudade. Noite longa demais.Noite curta demais.Depois da noite  o sol voltou a brilhar, sem mais porquês os “pombinhos” (usaria galos de briga ,mas iriam se ofender!) acordaram e com um bom dia crááááássico se rolaram na cama! (Uiii delícia!!!) “-Boooooooom Diiiiiia Soooool!!”
Sei que seria a noite quase perfeita pra ela, se ele não tivesse tido a infelicidade de fazer um comentário desnecessário. “-Foii a última noite nossa ok??!!”
Ela serena como um búfalo apenas respondeu (minha amiga costuma me contar detalhes neh ??!!) :“-A vida é feita de escolhas baby!!”
Humor estragado vezes mil, o jeito era deixar estar!!!Poucas palavras e uma indignação total, não por  ser a tal última noite, mas tem gente que perde a oportunidade de ficar de boca fechada... Imaginem-se na cena. Você vestindo apenas a camiseta do cara , deitada na cama dele, suada por conta de sexo que acabaram de fazer e ele diz que é a última noite de vocês??! Isso era a última coisa que eu iria querer saber , mas...
Já devidamente vestida e assegurada, ela deve ter ficado a viagem toda fazendo caras e bocas e ele se achando a dono razão!Tenho quase certeza que assim foi.Ela chata como é, ousa perguntar qual é  a moral, ele delicadamente responde que achava que o lance que eles tinham merecia mais uma noite!!! Ela balança a cabeça e fingi que ta tudo bem.
 Sem beijos de despedida, sem olhos nos olhos, sem respeito, sem consideração, sem entender . Ela desce do carro e não perde a oportunidade de fechar delicadamente a porta, e lá se foi o  tal cara incomum, para outros braços e outras risadas, e outros lugares e outras histórias.
Ela chega em casa , dá risada (o que se pode fazer em uma hora dessas??) balança a cabeça e pensa “Ao menos vai render uma boa história!!”.
Depois de algum tempo liga o computador e grita sua raiva e já respira aliviada...
Mas quem sabe minha amiga aqueles não eram seus braços, nem sua segurança , nem seu homem,nem sua boca...Quem sabe aquilo foi um pouco de experiência ou divertimento. Aquilo foi o pouco do pouco que ainda resta ou quem sabe ainda reste muito.
E se você ainda não encontrou o final feliz dessa história, senta aí e curte um pouco o blog porque logo logo a felicidade estará sentanda ao seu lado.
11 de fevereiro de 2012
Menos é mais na moda. Mas não na vida. Na amizade, no amor, no trabalho, na sua relação com você mesmo: o melhor é o limite. Nem menos, nem mais. O menos pega mal, a gente fica devendo, não se entrega, não vai com tudo, é negativo. O mais pode sufocar, amassar, atropelar as coisas, até matar. Por isso, o melhor é buscar o equilíbrio. Dar espaço para o outro, ter um espacinho exclusivo para você colocar as ideias em ordem, conversar com seus botões e zíperes. Porque a gente precisa de um tempo. Se dar um tempo. Se cuidar. Seu melhor amigo não vai cuidar de você. Nem sua mãe, pois você já é crescido. Nem seu amor. O ideal é você se pegar no colo e cantar uma música de ninar até adormecer. A gente merece esse carinho. Sempre. Porque no fundo é você e seu espelho.


(Tomara que ele não seja daqueles que aumentam. Amém.)


Não sei quanto a vocês, mas amor pra mim ter que ter cheiro. Gosto. E FRASES.
Não adianta dizer que um olhar vale mil palavras, que o silêncio diz tudo.
Não, não e não. Eu quero sentir, tocar, cheirar, provar, morder e OUVIR. LER.
Então, por favor, DIGA. Qualquer coisa que seja, qualquer frase, qualquer palavra perdida, FALE. Ou ESCREVA. Mas por favor, ETERNIZE.
Palavras foram criadas para fotografar o coração.
Então por favor, não poupe o mundo da sua essência. Click.
Palavras são simples. Precisas. Lindas em sua pureza de ser dita.
Ben(m) dita! Não precisa fazer pose. Deixe acontecer.
Se a garganta der nó e a sílaba não sair, ESCREVA.
Caneta e lápis na mão, SEJA. Mostre-se.
Eu não me apaixono por pessoas. Eu me apaixono por frases.
Me alimento de palavras.
Verdades, incertezas, medos, doçuras e pequenas mentiras. Não importa.
Eu quero provar seus verbos. Seus sujeitos. Seus objetos. Eu quero te ler.
Te sublinhar. Te copiar. Te re-ler. Então, por favor, escreva-se. Inscreva-se.
Eu quero te pregar num post-it pra nunca mais te esquecer.
Quer saber? O que me encanta no mundo são letras, vogais,
combinações inexatas entre o que quer dizer e o que se diz.
Não precisa dizer bonito. Muito menos escrever bonito.
Palavra vira poesia quando dita com a alma. Por isso, solte-se. Rabisque-se.
Eu não vou analisar suas palavras. Eu vou apenas senti-las...
Sentir você em cada letra escrita, em cada ponto, em cada frase desenhada.
Por isso, permita-me. Eu não quero gramática, dicionário, frases de efeito,
plágios descarados pra preencher vazio. Eu quero você. Você e suas palavras.
Você e sua letra torta. Em qualquer frase, qualquer rima, qualquer asterisco
no pé da página. Mas que seja você.
Que brote do silêncio da sua alma bonita e se transforme em letras:
palavras para eternizar a poesia que é seu coração!


Nada do que eu faça, nem de longe, nem de leve, tem a força e nem o poder de me mudar, de me fazer voltar a ser daquele jeito diferente que eu fui, que eu pensava, inclusive, que eu jamais deixaria de ser.A vontade que me dá de sair correndo pelo mundo, de fechar os olhos e só abrir quando eu sentir o cheiro seguro da felicidade eterna e da liberdade fácil. Ficam me dizendo que pra chegar lá a gente tem mesmo que passar por tudo isso, que tem que sofrer e chorar e doer pra depois ver tudo se encaixar como peças perfeitas, feitas pra acertar a sincronia.

"Sou uma moça polida, levando uma vida lascada!"


"(...) Meu filme tem que ter pré-estreia, ação, drama, comédia romântica, todos contra nós, trilha sonora, cachoeira e dor no peito. Mereço um final com beijo e crédito. Eu quero um amor digno de telão de cinema e não um caso sem roteiro, desses que não podem ser vendidos separadamente de revista masculina em banca de jornal."
5 de fevereiro de 2012
"Veja bem. Não tô dizendo que superei, as feridas estão comigo, servindo de baliza pra reconhecer esse lado quente e fresco das coisas. Mas eu preciso ir, não posso falar contigo agora. Tenho pressa de apertar o play. Dá licença? Então sai debaixo da minha sacada. E da próxima vez que sair na chuva, vê se antes aprende a se molhar."


Ano passado li um livro que me tocou fundo. Um livro simples e grandioso, da Alice Ruiz, chamado "Proesias". O livro me engoliu de delicadezas. Boas delicadezas escritas por essa mulher que, certamente, tem o que dizer. As imagens em xilogravuras, que acompanham as letras corridas, tecem outras poesias - em miradas cuidadosas. Realmente, foi uma leitura de apaziguar a alma.

Em tempo de rosa, especialmente, comoveu-me pela leve poética e beleza de sentimentos. Veio ao encontro de um aperto no peito que insistia em se calar sem ser ouvido. Acalentei-o, enfim, com a "proesia" de Alice.
E, como não poderia deixar de compartilhar com vocês, aqui está:

"... Tinha um riso inteiro no que eu me lembre. Tinha alguma coisa já conhecida no que me esqueço. E era o poema que tinha dentro.
Nem maior, nem menor. Igual, nem nunca.
Fiquei assim sorvendo a risada no ar. Minha ou dele, na mesma.
O ter que falar dele foi parte desse caminho meu, o das palavras.
Não é que ele era um que podia responder? Parecia, sim.
E o sorriso aumentava por dentro. Por fora, se mantendo.
Que nem quando as mãos se tocam e os olhos se enchem de borboletas, asas a mil.

Mas isso num assim, como se nada tivesse acontecido.
Que lá sou eu alguém que, às vezes, nem que dou conta de estar aqui.
Dá para inventar uma pessoa inteira, ou poema, quando ainda não se sabe.
Depois é mais difícil.
Esse que eu vi, foi meu olhar que inventou? E como então ele poderia continuar vindo?
Dele já tenho saudade. De nós. Da dupla.
Dupla é uma que é sempre duas, refletida em si mesma,
onde o um nunca se ausenta sozinho, num ensimesmamento que não tem mais jeito.

Diante de si, ás vezes imóvel, outras tremulante,
outras nem tanto, sempre o reflexo.
Se reconhecem? É mesmo frente a frente que a gente se vê melhor ou seria de soslaio que o olho saberia mais?
O corpo, a mais imanente das transcendências, por exemplo,
precisava mesmo estar ali, quando tinha toda essa felicidade na dança dos pensamentos? Sim.

Luminosos como só no sonho. Ali, talvez, o conhecimento de nós.
Nessa rarefação, matéria sutil de que é feita a textura do sonho, concordamos. Acordamos.
Lá, onde não estamos, estamos completamente.
Pétala sobre pétala.
Verso sobre verso."

- Alice Ruiz -

Milan Kundera volta a rodear meus dias, com suas indagações sobre essa contradição que tanto nos funda.
Por tantas vezes já me senti como Tomás, personagem da Insustentável Leveza do Ser, olhando os muros sujos do pátio sem compreender o que sentia, sentindo-se esmagado entre o dilema do peso e da leveza.

Ao longo desta minha vida divido-me entre pesos e levezas. E hoje não acredito que seja possível escolher entre um e outro. Os dois nos permeiam, sempre, num vai-e-volta de ondas do mar. De ondas de viver assumindo os dilemas e os nossos próprios paradoxos.

Acredito que somos paradoxais. Eu sou. Aqui vai o Kundera, em sua insustentável leveza.



Se cada segundo de nossa vida deve se repetir um número infinito de vezes, estamos pregados na eternidade como Cristo na cruz. Essa idéia é atroz. No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma responsabilidade insustentável. É isso que levava Nietzsche a dizer que a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos (das schwerste Gewicht).
Mas será mesmo atroz o peso e bela a leveza?
O mais pesado dos fardos nos esmaga, verga-nos, comprime-nos contra o chão. Na poesia amorosa de todos os séculos, porém, a mulher deseja receber o fardo do corpo masculino. O mais pesado dos fardos é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da realização vital mais intensa. Quanto mais pesado é o fardo, mais próxima da terra está nossa vida, e mais real e verdadeira ela é.
Em compensação, a ausência total de fardo leva o ser humano a se tornar mais leve do que o ar, leva-o a voar, a se distanciar da terra, do ser terrestre, a se tornar semi-real, e leva seus movimentos a ser tão livres como insignificantes.
O que escolher, então? O peso ou a leveza?
Foi a pergunta que Parmênides fez a si mesmo no século VI antes de Cristo. Segundo ele, o universo está dividido em pares de contrários: a luz/a escuridão; o grosso/o fino; o quente/o frio; o ser/o não-ser. Ele considerava que um dos pólos da contradição é positivo (o claro, o quente, o fino, o ser), o outro, negativo. Essa divisão em pólos positivo e negativo pode nos parecer de uma facilidade pueril. Exceto em um dos casos: o que é positivo, o peso ou a leveza?
Parmênides respondia: o leve é positivo, o pesado é negativo. Teria ou não teria razão? A questão é essa. Só uma coisa é certa. A contradição pesado/leve é a mais misteriosa e a mais ambígua de todas as contradições.


Procuro nos búzios e no horóscopo o resto da minha dignidade. Tento ser mais cética, mais durona, mas sou totalmente tendenciosa quando alguma coisa diz que eu posso ser feliz. É sempre mais fácil culpar o autosabotamento com signos do zodíaco ou algo que se preze, do que entender que você, independente de onde marte esteja neste exato momento, gosta de arrancar as próprias penas apenas para ver aonde dói.
Gosta de se cutucar para ver aonde sangra, aonde incomoda, que parte do seu corpo sente mais falta dele, em que momento do dia você perde a razão, fica sem ar, o porquê grita tanto internamente ao ponto que se deita exausta de tanta coisa que é sua, mas que você não sabe lidar, e por isso é fácil apelar para o impalpável e para todas as superstições existentes para que tirem a culpa que você carrega de querer tanto ser como os outros, mas não é.
O amor que tanto se proclama, dessa busca e espera infindável, "que chegue e será bem vindo, que será esperado" que some em alguns meses, que se sobrepõe na esquina por um outro qualquer, por essa falta, esse buraco no estômago, essa fome de se sentir amado, de se sentir querido, de se sentir seguro, quando amor é nada além da sensação de estar caindo e não saber onde se segurar.
E por isso eu culpo toda e qualquer manifestação esotérica, pelo meu amor volúvel que vai para qualquer pessoa que me desperte algo que valha terminar o dia, e sendo assim é mais fácil despejar em alguma coisa impalpável a minha incapacibilidade de ser como o resto das pessoas.
Porque eu nunca tive motivos para acreditar em nada que dure para sempre. Porque eu sempre fui tocada pelas mais diferentes formas de vida e por qualquer frase um pouco mais inteligente, porque dói entender que a posição da lua não interfere no quanto eu morro um pouco todos os dias. Porque eu acredito em tudo e isso de não descartar nada, me faz voltar para casa depois de me apaixonar a cada esquina, e querer uma cama só.
Eu me machuco pra saber onde dói, mas hoje sei exatamente que parte de mim sente mais falta dele. Tudo.

... um motivo prá retornarmos a ser o que éramos antes, um motivo pra  enviar um torpedo apaixonado no meio da noite, um motivo pra deixar me envolver em seus braços, um motivo pra dar o segundo passo, um motivo pra declarar  ao pé de seu ouvido toda saudade que sinto de nós. Um motivo pra deixar as coisas retornarem o seu rumo, um motivo pra voltar a acreditar na mágica que existe quando estamos juntos, um motivo pra me deixar despir sem conceitos, um motivo pra querer ser sua de novo, apenas sua de novo.Um motivo pra sentir meu coração acelerando cada vez que te vejo. Um motivo pra acordar de manhã e pra deitar em minha cama a noite ainda pensando em você. Um motivo que me deixe a “pré-certeza” do amanhã. Um motivo pra deixar tudo de lado e acreditar que dessa vez vai ser diferente. Um motivo que talvez não exista mas que eu tanto procuro.






Entre pernas, passos e tropeços a gente vai deixando algumas coisas pelo caminho e encontrando outras… O que não pode é se subtrair. O processo tem que ser de acréscimo, sempre. Nada é tão definitivo assim e a gente nunca é, a gente está…
Sempre digo que quem se aprofunda nas coisas, quem mergulha, sabe exatamente o gosto que tem o alimento cru porque não se contenta com o que está pronto, posto sobre a mesa. A gente vai experimentando aqui e acolá, vai sentindo o ritmo, o tempo, tendo cuidado com algumas coisas e desrespeitando as placas de aviso de perigo de outras. A gente cai, levanta, chora, celebra. A gente vive. A gente se conhece através das reações dos outros a nós mesmos. A gente se trabalha ou estagna, regride ou evolui. A escolha é sempre nossa. Tal como as consequências. A gente resolve se entregar quando é tarde pra descobrir que pra respeitar o nosso próprio tempo, é preciso lembrar e ter o mesmo respeito pelo tempo do outro. E que muitas vezes, pra ser honesto, é preciso se correr um risco o qual não queremos. Mas a gente corre.

Que o medo não tenha tanto poder sobre nós… E que não fiquemos condicionados por experiências anteriores - há sempre uma oportunidade de surpresa, mas teremos que estar abertos a isso. Nada é tão definitivo.
2 de fevereiro de 2012


Falta tanta coisa para sentir o que um dia sentimos. Falta coragem de assumir, coragem de esquecer, coragem de fazer diferente mesmo quando o que se sente continua igual. E hoje, ao pensar no que escrever eu só consigo me lembrar de uma frase: “Te amo tanto, tanto, tanto que te deixo em paz.” Não vou cobrar nada porque já fomos longe demais. E no fundo eu só quero que você aguarde um pouco mais. Que o tempo nos permita alguns reencontros sem culpas porque é bom sentir sempre mais uma vez. Porque mesmo a gente voltando para outros abraços só o nosso valerá a pena. Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso. Chega disso.

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Mulheres de bem, somos a pessoa que sempre fomos, (guardadas algumas alterações fisiológicas que o tempo insistiu em modificar, mas Murphy é bonzinho até...) com quem vocês convivem ou irão conviver através deste blog, só que não, não sabemos direito quem realmente somos... nem sabemos se queremos bem saber. Nos surpreendemos muito com nós mesmas. Como colocar em um perfil, alguma característica nossa, se mudamos o tempo inteiro? Dupla personalidade. Humor negro. Ironia. Lágrimas de saudade.Sorrisos de boas lembranças.Abraços de adeus. Mistura das cores, de dores ,de amores. Afiliadas do clube "Pessoas que só tomam no cu".Amamos a vida. Nossos animais. (não estamos só querendo parecer boazinhas, a gente é mesmo). Dizimistas da igreja católica. The Secrets é o que há. E vodka não há de faltar. Mas, mulherada de fé, nada do que contém essas mal digitadas linhas é utilmente aplicável, nem sequer inutilmente despejado.Confissões inaudíveis,teses de liquidificador e quem sabe demonstrações da nossa constante oscilação. Achegue-se, nada aqui morde.. Te damos Boas vindas,com um velho clichê: Nós avisamos... ;)
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