16 de dezembro de 2014

 

De todos os clichês, esse é o que mais me ofende.

Não veto o direito dessa frase ser dita, acho, inclusive, necessária, porque é isso, tudo novo mesmo. Mas só apoio quando dita como uma observação, uma confissão, um pedido de desculpas pelo mau jeito. Nunca como desculpa barata pra recuar!

Nunca como capa pra covardia.

É tudo muito novo pra todo mundo, sempre. Então é injusto se apegar nisso como se fosse um bônus só seu, uma carta coringa exclusiva pra poder fazer e dizer o que quiser, sem poder ser culpado.

Uma pessoa pode ter namorado trinta vezes, mas ela nunca namorou com você! Então isso não deixa de ser novo demais pra ela também.

A vida nunca é igual, os dias, os minutos, as pessoas. Tudo se transforma, renova, surpreende, a cada milésimo de segundo. E o máximo que a gente pode fazer é aceitar as novidades de peito aberto, quando são à nosso favor. Quando a gente tá disposta, quando a gente quer fazer acontecer, a gente se adapta mesmo, se vira do avesso mesmo, essa é a verdade.

Eu penso: Então tenta, rema, aprende comigo, por mim. Caso contrário, não vale a pena, porta aberta é a serventia da casa, sempre foi.

Se me quer, me ama, gosta mesmo de mim, acho que tem que ser assim: “Olha, é tudo muito novo pra mim, então me orienta, me entende, me dá um desconto. Que eu tô aqui, contigo, aprendendo o que for preciso pra continuar nesse mesmo lugar, do seu lado, pelo tempo que Deus quiser.”

Eu baixo a guarda. Na hora.


E o clichê patético vira a coisa mais linda de ser ouvir. Vira a força pra qualquer um, ainda que aos trancos, continuar.


Clichê, meu amigo, aprende: É só pra quem sabe usar!

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Mulheres de bem, somos a pessoa que sempre fomos, (guardadas algumas alterações fisiológicas que o tempo insistiu em modificar, mas Murphy é bonzinho até...) com quem vocês convivem ou irão conviver através deste blog, só que não, não sabemos direito quem realmente somos... nem sabemos se queremos bem saber. Nos surpreendemos muito com nós mesmas. Como colocar em um perfil, alguma característica nossa, se mudamos o tempo inteiro? Dupla personalidade. Humor negro. Ironia. Lágrimas de saudade.Sorrisos de boas lembranças.Abraços de adeus. Mistura das cores, de dores ,de amores. Afiliadas do clube "Pessoas que só tomam no cu".Amamos a vida. Nossos animais. (não estamos só querendo parecer boazinhas, a gente é mesmo). Dizimistas da igreja católica. The Secrets é o que há. E vodka não há de faltar. Mas, mulherada de fé, nada do que contém essas mal digitadas linhas é utilmente aplicável, nem sequer inutilmente despejado.Confissões inaudíveis,teses de liquidificador e quem sabe demonstrações da nossa constante oscilação. Achegue-se, nada aqui morde.. Te damos Boas vindas,com um velho clichê: Nós avisamos... ;)
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