27 de julho de 2012
Não consigo esconder nada de vocês mesmo.
Sim, é verdade estou ligeiramente fora do eixo. Há alguns dias eu venho tendo lembranças fortes do meu ex-namorado. Coisas que eu não posso, nem se quisesse conseguiria evitar. Arranjos maquiavélicos do destino.
Embora tenha um tempo considerável que não o vejo, a presença dele é tão permanente, quase que real que me desconcentra.
È engraçado como nossas lembranças tendem a ser generosas com nossos lembrados. Nas minhas lembranças em nenhum momento tivemos momentos ‘difíceis’, nos momentos mais ‘frios’ julguei insignificantes… por estar com um homem cheio de significados.
Lembro do jeito dele sorrir, se dedicar e até me elogiar (coisa que ele praticamente NUNCA, eu disse NUNCA FAZIA – PRATICAMENTE!). Lembrei das tantas vezes que estive em seus braços e de como ele sabia que tinha de me abraçar durante os temporais porque eu sempre tive medo. E agora passado mais de ano nos tornamos duas pessoas profundamente constrangidas, acredito que até nos beijar na face seria difícil se o encontrasse.
Sim porque seria difícil encontrar uma pessoa com que troquei emoções intensas e dizer: “ Oi, tudo bem?” Não acusaria bem o “golpe.”
Poderia dizer que meu coração esta sossegado e olha, não se trata de reacender chama alguma. Ele personificou um capitulo da minha história, que agora eu recupero em lembranças. Perturbador, eu sei.
Ta bom, considero que tive toda parcela de culpa, que não cabia só a mim, mas, acabei adotando e bancando a bruxa. Mas aquele momento era de arriscar minha segurança e  certeza pra saber quão solidificadas estavam..
De qualquer forma tive  a sorte de passar por aquele amor levando somente boas recordações e engrandecimento. Às vezes acho que deveria ser possível voltar no tempo e deixar alguns momentos  debaixo do parquê da sala, mas não lastimo nada. Tinha que reaprender a chorar e pra isso precisei reaprender a sofrer (sei  que não tem nada de romântico, mas tem de terapêutico!).
A gente nunca tá satisfeito com o desfecho dos nossos relacionamentos, se a gente não consegue esquecer alguém a gente sofre, se a gente consegue, sofre. Sofre por olhar pra trás e perceber o quanto pueril é o passado. Senti hoje uma fisgada mais forte, acho que não era da etapa vencida, mas da pessoa. Ou, talvez, seja o contrario.
Mas me sinto engessada, faço e não recebo nada em troca. Talvez de agora em diante eu consiga entender quando ao subir uma montanha recomendam que a gente não olhe pra baixo.
Vertigens.

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Mulheres de bem, somos a pessoa que sempre fomos, (guardadas algumas alterações fisiológicas que o tempo insistiu em modificar, mas Murphy é bonzinho até...) com quem vocês convivem ou irão conviver através deste blog, só que não, não sabemos direito quem realmente somos... nem sabemos se queremos bem saber. Nos surpreendemos muito com nós mesmas. Como colocar em um perfil, alguma característica nossa, se mudamos o tempo inteiro? Dupla personalidade. Humor negro. Ironia. Lágrimas de saudade.Sorrisos de boas lembranças.Abraços de adeus. Mistura das cores, de dores ,de amores. Afiliadas do clube "Pessoas que só tomam no cu".Amamos a vida. Nossos animais. (não estamos só querendo parecer boazinhas, a gente é mesmo). Dizimistas da igreja católica. The Secrets é o que há. E vodka não há de faltar. Mas, mulherada de fé, nada do que contém essas mal digitadas linhas é utilmente aplicável, nem sequer inutilmente despejado.Confissões inaudíveis,teses de liquidificador e quem sabe demonstrações da nossa constante oscilação. Achegue-se, nada aqui morde.. Te damos Boas vindas,com um velho clichê: Nós avisamos... ;)
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