5 de julho de 2013
sexta-feira, julho 05, 2013
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Cada acorde em seu lugar
Agora
em meus vinte e poucos anos, saudades passou a ser a palavra mais frequente em
minhas conversas e nostalgias.
Saudades
dos domingos que minha família se reunia para ir visitar alguém. Saudades
daquelas tardes intermináveis e exaustivas correndo na pracinha da cidade. Saudades
daquelas gargalhadas na plateia do circo que passava pela minha cidade.
Saudades da espera e ansiedade causada pela “Vinda do Papai-Noel”.
Saudades
daquelas longas noites, nas tradicionais “Festinhas de Pijamas” da turma de
meninas do segundo grau. Saudades de colocar a mochila nas costas e ir pra um
acampamento no final de semana.
Saudades
das brigas com as colegas por assuntos sem importância. Saudades do frio na
barriga e das mãos suadas ao ter que apresentar um trabalho na sala de aula. Saudades
de bater o pé e ser julgada apenas como uma adolescente rebelde.
Saudades
de minha primeira paixão, e do primeiro beijo e de meu primeiro amor.
Saudades
do tempo em que nada era mais importante que viver intensamente todos os dias.
Saudades de ter pela primeira vez uma sensação. Saudades de não ter conceitos e
não ligar para trejeitos.
Saudades
de sentar ao livre, com uma boa companhia e admirar a natureza. Saudades de
correr sem ter hora pra voltar. Ou de sentar em solidão e não fazer nada.
Saudades daquelas frases de conquistas que nada dizem, mas muito mostram.
Saudades de olhares confiantes.
Saudades
de abraçar uma pessoa e dizer o quanto ela é importante. Saudades de pegar na
mão da minha mãe e ver desaparecer todos os meus medos. Saudades de não falar
nada e conseguir dizer tudo. Saudades da cobrança de meus pais por boas notas.
Saudades
de esperar ansiosamente por uma viagem ou festa no final do semestre.
Saudades de poder chorar sem
motivo e ser compreendida. Saudades de passar finais de semanais inteiros de
pijama sem sair da cama. De sentar em um bar e curtir uma boa música. Saudades
daqueles que foram importantes em minha vida e já partiram.
Saudades
do tempo que “muito pouco” não era redundância. Saudades daquelas flores que
colhi na última primavera. E daquele amor que amei no último verão. E daquele
sonho que tive na noite passada.
(Texto publicado na Edição 365 do Jornal Gazeta Regional- Serafina Corrêa -05/07/2013)
(Texto publicado na Edição 365 do Jornal Gazeta Regional- Serafina Corrêa -05/07/2013)
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Quem sou eu
- Cada acorde em seu lugar
- Mulheres de bem, somos a pessoa que sempre fomos, (guardadas algumas alterações fisiológicas que o tempo insistiu em modificar, mas Murphy é bonzinho até...) com quem vocês convivem ou irão conviver através deste blog, só que não, não sabemos direito quem realmente somos... nem sabemos se queremos bem saber. Nos surpreendemos muito com nós mesmas. Como colocar em um perfil, alguma característica nossa, se mudamos o tempo inteiro? Dupla personalidade. Humor negro. Ironia. Lágrimas de saudade.Sorrisos de boas lembranças.Abraços de adeus. Mistura das cores, de dores ,de amores. Afiliadas do clube "Pessoas que só tomam no cu".Amamos a vida. Nossos animais. (não estamos só querendo parecer boazinhas, a gente é mesmo). Dizimistas da igreja católica. The Secrets é o que há. E vodka não há de faltar. Mas, mulherada de fé, nada do que contém essas mal digitadas linhas é utilmente aplicável, nem sequer inutilmente despejado.Confissões inaudíveis,teses de liquidificador e quem sabe demonstrações da nossa constante oscilação. Achegue-se, nada aqui morde.. Te damos Boas vindas,com um velho clichê: Nós avisamos... ;)
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