27 de dezembro de 2013

Ainda relacionado ao fim de 2013, que tá ali, já escorrendo pelo ralo estava num momento atemporal pensando em algumas coisitas básicas, como por exemplo:

Que estranho se olhar no espelho e perceber quanto a gente muda. Não to falando da imagem mesmo porque cheguei nos trinta na contagem normal, na asteca tenho 15! rs to falando de se olhar e perceber como a gente pensa diferente, sente diferente as coisas, desapegou de bobagens que em outra época nos atordoava horrores. Falando de 'além da imagem' refletida ali. Sabe?

No fato de também continuar gastando a mó grana com celebração de aniversários, Natal, Ano Novo, amigo secreto e outras 300 coisas que sempre aparecem (¬¬) mas o espírito é sempre muito bom.

Por mais que 2013 pareça ter sido meaboca, ano que tem disco do Paul McCartney é sempre um ano bom. Porra, teve o Bowie aparecendo do nada e o Queens Of The Stone Age mostrando novamente como soar pesado e absurdamente bem construído. Teve Pearl Jam lançando o décimo disco do grupo Lightning Bolt - baita álbum - continuei ouvindo meus blues e teve acontecimentos relevantes, na minha opinião.
Mas né, mesmo que eu tente fazer uma retrospectiva de acontecimentos fodelásticos, pra mim, vejo apenas um prêmio a nível nacional conquistado, uma cirurgia, algumas viagens e pessoas que chegaram, abalaram e foram embora e outras que eu desejo que estejam sempre por perto.
Engordei, emagreci. Fiz boa parte do que eu queria fazer, o problema é que isso sempre se renova.. isso, os planos, os sonhos, os desejos...
Ainda bem.
As poucas coisas boas, olho com lente de aumento, as ruins a olho nú..

Pra 2014 eu tenho preocupações muito relevantes, vejam bem:
Viajar, viajar, viajar, quem sabe trocar ares (de trabalho), tropeçar num vivente que me acompanhe e me meter numa academia!! [p r i o r i d a d e ]

Pô, nesses 12 meses que findam, eu fui feliz e sou cada dia então, não tenho muito que me queixar, tenho mais a agradecer.
No mais, um dia de cada vez, ciente de que o que foi não volta, bem ou mal aproveitado.


De nada adianta pedidos impossíveis pra 2014, como diria Cecilia Meireles:
"Suplicávamos o infinito. Só nos deram o mundo..."


E você, que mê lê, obrigada. Mas ó caso ainda não tenha ido vá VSF!!!


VSF = Vai Ser Feliz.

16 de dezembro de 2013


A vida é um ponto de interrogação. Pare, pense.

Cada ser humano (tá que alguns não são praticantes, mas paciência! rs) seja ele intelectual ou iletrado, é uma pergunta em busca de uma grande resposta. O tempo todo temos dúvidas, sobre tudo, sobre nós mesmos. O tamanho da pergunta determina o tamanho da resposta.
Quem geralmente responde rápido corre riscos enormes.
Quem despreza a dúvida paralisa sua inteligência.

E como diria o genial Gessinger: “ a dúvida é o preço da pureza e é inútil ter certeza...”
15 de dezembro de 2013


Sente-se e observe. Sinta-se à vontade para pegar a pipoca, mas não perca a concentração. O filme é sobre você, e nós estamos sentados na última fileira. É nesse instante que você sente que já esteve aqui antes. Mas não na minha companhia, e a estréia em cartaz era outra. Você vinha acompanhado de uma outra pessoa. Eu sei disso, eu estava aqui também, apesar de passar despercebido. Não, você não me ignorou. Você só pode ignorar alguém que você pode ver. Onde está ela? Você não sabe. Ou talvez saiba, mas não quer pensar a respeito. Pelo menos não agora, o seu filme já vai começar.
Nos trailers, ao invés de serem exibidos filmes futuros, estão mostrando filmes antigos, todos tendo você como protagonista. Não se anime, nenhum deles tem final feliz.
Todos são dramas, inclusive o atual. Eu sei disso, porque já o assisti. Então, meu caro amigo, ambos estamos tendo um déja vù aqui. Talvez esse último seja aclamado pelos críticos como uma obra-prima, para finalizar com louvores a série de filmes sobre você que antecederam este. Uma série de fracassos, mas o público gosta disso. Você esperava que o gênero dos filmes se tratasse de um romance, mas não é você quem decide isso. Sua roteirista não demonstrou piedade, e também não foi muito fiel ao livro de sua vida na qual foram baseados os filmes. Ah, é, tem o livro. Ele contém toda a sua história, e foi escrito por mim. Isso mesmo, por mim. Mas, acredite se quiser, eu não cheguei nem perto de ser tão cruel quanto à sua amiga, a roteirista. E mesmo assim, você sempre a trazia para este lugar aqui. Agora você percebe que errou, em tudo. Confiou demais, tentou agradar demais, tentou superar demais, tentou compensar demais, tentou ser outra pessoa demais. Você sabe de tudo isso tanto quanto eu, o autor do seu livro. Nunca escondi o fato de que o erro foi seu, diferente das mentiras de uma roteirista interessada na quebra de um acordo entre vocês dois. Você sabe que errou, e eu tentei impedí-lo disso. Você tentou o suicídio, mas cortou os pulsos na horizontal, quando deveria tê-los, na verdade, cortado na vertical. Você nutriu um ódio tão imenso dela, de mim, de tudo, até mesmo de você, principalmente de você, por não conseguir nem mesmo se matar.
E aí as luzes da matinê se acendem, mas não era o final do filme ainda. Na verdade, estão terminando de exibir os trailers, que você nunca tinha visto até então. É um feixe de luz avermelhada, repleta de ódio, forte, o suficiente para ofuscar sua visão, por muito tempo. Você viu que essa cegueira o fortalecia, aguçava os seus sentidos, e passou a gostar daquilo. Se sentiu no controle para escrever o roteiro do seu próximo filme, mas o seu último é esse que está sendo exibido agora, e eu já o assisti. Lamento acabar com suas expectativas, no entanto preciso dizer que ele não deu muito certo. Nesse exato momento, graças ao feixe de luz tenebroso, você não quer mais finais felizes. Na verdade você não quer mais nem ter um final. Apenas ser um paradoxo de ódio e vingança, infligindo o seu ódio em quem aparecer pela frente, do elenco, transformando todos em culpados por tudo o que deu errado nos seus outros filmes. Pode passar a ser um filme de ação, e isso por uma parte é até bom, mas com o tempo se torna entediante. Tanto pra você, quanto pra quem o assistir. A platéia também tem lugar no seu ódio crescente, mas eles apreciam sua desgraça por culpa sua. Você quer que eu termine o seu livro contando que você passou o resto da sua vida sentindo um ódio de tudo tão absurdo que o fez desaparecer? E que o seu ódio contaminou outras pessoas que nada tinham a ver com aquilo? Eu suponho que não. Isso pode um dia virar filme, e quem vai estar na primeira fileira para apreciar o espectáculo será sua antiga roteirista. Eu sei, você já quis acabar com a vida dela antes, logo depois de tentar acabar com a sua. Se eu fosse a favor dessa estupidez, diria a você que a ordem das mortes deveria ser contrária, afinal isso aqui não é um filme de terror, ficção ou essas porcarias do tipo. Você não voltaria do além para se vingar. Por sorte, não tentou matá-la, só sentiu o desejo. Não o culpo por isso, acredite. Sofri junto com você, a mesma dor que você. Por isso digo que tomou uma sábia decisão a partir dali, se esforçar pra esquecer. Esquecer do que já sentiu, não de seus erros. Seus erros serão úteis para o resto de sua vida, por isso fiz questão de escrevê-los. Mas existe algo que você deve esquecer: O ódio dela. Não é impossível. Outros tentaram e conseguiram, até mesmo mudar a história de seus filmes enquanto ainda estavam sendo exibidos, e se encontravam na mesma situação que você.
Você pode confiar em mim, e já lhe dei inúmeras provas disso. Você não sabia quem eu era, mas podia me escutar. Nem sempre deu ouvidos à minha voz, mas sempre pôde escutar aquilo que eu dizia. Por isso tudo, acredite: Ninguém está isento da justiça. Mais cedo ou mais tarde, neste universo paralelo ou em outro, testemunhando você ou não, ela virá. Não estou falando de vingança, como você espera que isso seja, e não se trata aqui de esperar por um prato que se come frio. Apenas a certeza de que os culpados um dia pagarão pelos seus erros, e isso também não se trata de maldição. É apenas a lei da retribuição, teoria do caos, princípio da penalização. Ao invés de nutrir o desejo de vingança, ou querer fazer justiça com as próprias mãos, sente-se e assista, o filme já vai começar.

- Espere, pensei que você havia dito que o meu filme não teria um final feliz.

- Mas quem disse que esse filme é seu? O filme é dela.

- Se o filme é dela, porque eu estou aparecendo ali? E quanto aos meus outros filmes? Onde estão? O que aconteceu? E o livro sobre mim que você escreveu?

- O seu filme? Estamos gravando agora, nesse exato momento, sentados nessas duas poltronas. Aquele filme que você iria assistir no começo da sessão era mesmo seu, mas o feixe de luz impediu que você o visse. Ele era uma porcaria, por isso sugiro que você faça um novo, e dessa vez seja seu próprio roteirista. Seus outros filmes ficarão guardados comigo, e asseguro-lhe de que não serão exibidos novamente. Eu vou ajudá-lo, como sempre o ajudei, serei o seu diretor até, e continuarei escrevendo seu livro, mas agora tenho que ir. Aproveite bem esse filme, apesar de ser outra porcaria. Mas acho que vai lhe proporcionar alguma satisfação, já que o final dela não é feliz. Quando quiser começar as gravações, é só me chamar.

- Mas como poderei encontrá-lo? Afinal de contas, quem é você?

- Quem eu sou? Você. Mas você deve me conhecer por outro nome: Consciência. A sua.


Galere do my heart, vou contar contar pra vocês a história de um piá que parecia homenzinho:
Com lábia de gente grande dizia que tinha pavor de ver gente sofrendo, ainda mais quando era por causa dele, com toda consideração procurava as pessoas para deixar as claras a situação. Os dias seguiram,ele se mostrou diferente do que dizia através de suas atitudes. Como ele precisa ter alguém o tempo todo babando no seu saco, porque ele tem a necessidade de se autoafirmar o tempo todo e não consegue ficar sozinho, tadinho, resolveu se jogar de vítima.
O bom disso tudo é que tudo, tudo que a gente faz pros outros volta pra gente...
O tempo passou, a decepção chegou, ele não cresceu.


Beijundas e não chorem, eu sei que a história é triste!


''Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de "abrir mão" - a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial.''

24 de novembro de 2013

Mas, no fundo, eu admito: olhando assim de lado eu… te acho tão bonito.
Quando eu conto d’um sujeito, cê logo encolhe o peito supondo uma intenção, acha qu’eu queria ter um homem de tevê que veste a perfeição.
Se pedir eu ainda grito até d’olhos fechados: eu… te acho mais bonito!



11 de novembro de 2013


Desde há muito tempo sou amante de livros. Acredito que são eles, os maiores responsáveis por meus conceitos, teorias e condutas. São eles minha companhia nas noites de insônia, nas tardes geladas de inverno ou nos dias escaldantes de sol. Levo um deles como companheiro em todas e quaisquer viagens.
            Ontem após acabar de ler mais um, fui até minha “pilha” de livros não lidos e escolhi aquele que irá me acompanhar por algum tempo. Gosto de todos os gêneros, sem exceção, mas não o tempo todo. Dependendo de meu estado de espírito escolho o livro. Por mera coincidência, ontem escolhi para ler nos próximos dias, um dos livros que acabei de adquirir.
            O autor do livro é nada mais nada menos aquele, que ao meu ver, é um dos maiores escritores de romances, Nicholas Sparks, e o título da obra é “ A escolha”.
            Pois bem, aberto o livro, lido agradecimentos e após o prólogo, me fui para o primeiro capítulo. Lido o primeiro parágrafo foi quase que instantâneo fechar o livro e refletir.
            Aquelas primeiras linhas do livro me foram suficientes para lembrar como, de fato, as escolhas são capazes de reger a minha, ou a sua vida.
            São elas quem definem o que vamos ser, para onde iremos, como vamos viver, como seremos hoje ou amanhã. São as escolhas que nos dizem o que fomos, o que perdemos e o que ainda vamos ganhar. São elas as responsáveis por nossas maiores alegrias e pelas tristezas mais duras. São elas, as causas de nossos sorrisos e de nossas lágrimas. São as escolhas quem nos levam para qualquer lugar ou nos fazer enraizar em um lugar qualquer.
            Após adormecer pensando em minhas escolhas, desperto pela manhã e me dou conta que, de fato são as escolhas justas.
            Até aquelas que você não escolhe, podem mudar sua vida.
                       
            Estava, esses dias, meditando sobre algumas coisas da vida. Cheguei então à conclusão de que poucas coisas são tão boas e reveladoras quanto o silêncio. No silêncio, você consegue estudar e sabatinar sua alma. Você vai a fundo e vê que o silêncio traz a tona revelações, que na agitação e barulho do dia-a-dia é impossível se dar conta. Você percebe que as coisas mais importantes em sua vida não precisam de barulhos ou explosões exageradas.
            Meus melhores abraços foram aqueles que além de braços me foram entregues silêncios e suspiros. Minhas noites mais quentes foram aquelas que afagos não continham palavras. Meus dias mais ensolarados foram aqueles que apenas um pôr-do-sol foi minha companhia. Minhas maiores emoções foram vividas ao silêncio do momento. Meus agradecimentos mais sinceros foram entregues com sorriso nos olhos. Minhas maiores vitórias, comemoradas com lágrimas silenciosas. Minhas maiores derrotas foram superadas com apertos de mãos.
            O silêncio vem e pede atenção, pede um momento de glória em meio às confusões criadas no barulho daqueles dias em que estar quieta parece ser insuportável. O silêncio vem e grita por dentro com o intuito de silenciar o que está por fora. O silêncio vem e pede o direito de falar.
            E tem dias, que nada pode falar mais que o silêncio.



Mais decidida do que nunca, juntei o telefone e atendi.
- Que tal um suco? Tu vens me buscar ou eu vou?
- 15:30 estarei na sua casa.
E lá fomos, bons amigos como sempre.
Eu dirigia e gargalhava ao mesmo tempo com as observações que ele fazia. Boa musica e companhia agradável.
10 min. depois de chegar ao destino, começou a chover.
Joguei a chave e pedi pra que guiasse enquanto terminava minha salada de frutas e fumava meu cigarro.
Chovia forte e o tempo sugeria um tempo a mais juntos.
Estacionei em casa e entrei no carro dele. E depois não sei mais explicar, carnalmente nos envolvemos, ainda antes do destino proposto.
A chuva colaborou, a cerveja aliviava o calor, o suor atestava que estava valendo a pena e o sábado (que não tinha perspectiva nenhuma) acabou da melhor maneira possível.
16 de outubro de 2013




Amar é permitir sempre.
Amar é deixar que o outro vá – ou fique, se assim o desejar. Amar é ter um respeito absoluto pela própria liberdade e pela liberdade do outro. Amar é compreender sempre. E isso não significa apenas entendimento racional, vai além, muito além: Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer  suas ESCOLHAS. Mesmo que eventualmente ME excluam.
Mas assim, nesta minha colocação bonitinha parece estar implícito que se deva aceitar as idéias do outro, todas e ainda adaptá-las a nós, só que nãaooo. Claro que não.
Explico melhor: se isso fosse feito seria uma violência com nós mesmos porque cada um tem valores e mesmo que fosse em nome do amor, a submissão é um horror!
Então com o que eu escrevi eu quis dizer que precisamos aceitar as escolhas que o outro faz mas que estas escolhas não impliquem numa supressão da nossa liberdade pessoal.
Porque daí, causaria dor, logo, não seria amor.
Se a escolha do outro cerceia minha liberdade, me sufoca, me atormenta, me agride de alguma forma não podemos aceitar. 
Compactuar com certas escolhas da pessoa amada é de certa forma, amputar-se.

Lembre-se disso!

Beijo da titia. 




"não explico a presença a ausência excesso ou escassez de consciência. não entendo o preto não questiono o branco não desafio o mentiroso não concordo com o fraco não agrado não hesito não faço o que me mandam não pergunto o que não me interessa tenho fome fé e pressa sou muito pouco pra ser ontem e grande demais pra ser eterna." 
— Paris, 1992


15 de outubro de 2013




Acho que o homem ideal é uma síntese de Cazuza, Jesus Cristo, Che Guevara, Eddie Vedder e Leonardo Da Vinci.

Deve possuir um senso de humor permanente (porque pra me aturar não há outro jeito) tem que ter um quê de romantismo (porque é uma coisa que ninguém nunca foi comigo), não precisa ser escultural e nem tanto poético.

Pode até ser um porraloca, mas que seja um tanto inteligente, decidido, talentoso e criativo.

Mas a qualidade que dá um xeque-mate nos critérios é que seja amante da liberdade, como eu!

"A próxima vez que você perder o coração e você não puder suportar o que você está sentindo, você poderá recordar esta instrução: mudar a maneira de ver. Ao invés de culpar o nosso desconforto por causa das circunstâncias externas ou por nossa própria fraqueza , podemos optar por ficar presente e despertos com a nossa experiência, e não rejeitá-la, não apreendê-la, não acreditando nas histórias que contamos a nós mesmos implacavelmente. Este é um conselho inestimável que aborda a verdadeira causa do sofrimento - a sua, a minha, e de todos os seres vivos."

Pema Chodron



Explicando pra quem não entendeu:

Quando você se deparar com a dor, deve permitir-se vive-la. Não busque soluções externas para a sua dor ou ainda justifique-se, culpe-se ou culpe os outros. Simplesmente sinta-a sem medo. Assim como a alegria mundana, a tristeza também e parte da nossa existência na roda da vida. E tentar ignorar os sentimentos dolorosos não irá ajudá-la(o) a desvendar a sua natureza compassiva e amorosa. Isso também ajudará a desapegar-se, pois percebera que aquilo que te traz alegria também te causa dor e sofrimento.



*budista
Em vista de hoje ser sexta-feira, estar atolada de trabalho e com o coração saltitando de ansiedade (e saudades), venho bem rápido, como sempre, pra dizer a vocês que não me “xinguem”, nem me “briguem”, afinal os (bons) motivos de eu não estar “melando” o BB é que estou perdidamente apaixonada, ousaria dizer A-mando, mas tipo  a mando mesmo, pelo meu futuro marido. Tá, agora eu até imagino a cara de espanto de vocês, mas gente sério, acredito que ele realmente seja “aquele homem”, sabem?
Então vim pra cá cedinho, só pra dizer que eu sou a prova viva de um dia as coisas se ajeitam e o que realmente vale a pena surge assim “do nada” em nossa vida, basta você aceitar ou não!

Um ótimo final de semana é o que deseja a Princesinha a vocês! 

10 de outubro de 2013


Eu estarei por perto quando você achar que tudo acabou.

Parece que foi ontem: ele era (deveria eu escrever no presente?!) pouco mais alto que eu, magro,bem intencionado ou pelo menos disposto a ajudar, nos pés all star e estava ali me esperando. Logo depois estava caminhando pelos corredores do prédio onde eu trabalho, num ritmo diferente (mas ele não sabia) que me encantaria.

Jeans,camiseta e um sorriso bem diferente. Lembrava Raul e as vezes passava as mãos nos cabelos semilongos,tinhas mãos bem cuidadas, misto de príncipe com cantor de rock. Lembro da voz lânguida e articulava as palavras pronunciando-as lentamente. Transmitia paz, calma. Tinha vontade de ficar ali o resto do dia e quem sabe do mês...Era lindo demais. E atrevido demais. Mais novo, sadio. Deu uma luz na minha cabeça, sabe quando a coisa te ilumina? Assim como se ele formulasse o que eu, confusamente, estava apenas tateando? É, disfarcei bem o impacto que não demorou, me vi na lona. Nocauteada.
Só que o nosso grande papo, por circunstâncias externas, nunca pôde pintar. Era descabido. Ou melhor, proibido.
Foi apenas uma impressão, depósito de desejos reprimidos ou talvez jamais imaginados.
Deu-se o contato. Deu-se a prosa.
Tinha vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro de mim, naquele momento, não era bom lugar para se estar. Só que o que parecia desaparecer estava lentamente aumentado.
Me perdi.
Não consegui sair, me apaixonei.
Nos tornamos confidentes, amigos. Eu sempre iria e vou estar aqui, pronta devolver a ajuda.

Não posso (ou não quero) acreditar que só eu senti, seria doloroso demais. Mas seria honesto, pelo menos.
A verdade é que justo quando eu estava em paz, quietinha e no meu canto um tsunami passou no meu quintal justo quando eu, de tão bem, estava com as janelas abertas.

Você pode imaginar o restante, não é?


destroços
6 de outubro de 2013


Gente boa, eu tenho tanto assunto na minha cabeça que nem sei por onde começar a prosa por aqui.
Ou melhor, sei sim. Vou escrever algumas mal traçadas linhas sobre um assunto que está na minha cabeça há dias.

Perdas e Ganhos.

Coincidentemente estou lendo um livro com o mesmo título que, inclusive, recomendo de olhos fechados.

Na verdade tenho reparado que existem algumas pessoas inseguras que são do meu círculo de amizade e também de convivência.
Tenho pensado diariamente que precisamos aprender essa desacreditada coisa chamada 'ser feliz'.
Ao ler isso, possivelmente você esteja com as sobrancelhas arqueadas e pode ir voltando ao seu semblante normal porque eu sei que em algum momento você se questiona sobre esta tal felicidade.
Felicidade não está em, felicidade é.
A paz não está nos outros, está em você.
Liberdade não é escolher entre preto e branco, é justamente não precisar escolher.Não somos totalmente livres.
Amor é nobre demais pra ser mendigado. Sentimento iludido vira coisa feia, corrói quem ilude e quem é iludido.
Estamos permanentemente nadando contra a correnteza, tentamos uma fusão total com o outro,impossível.
Esquecemos ou fingimos que esquecemos que fusão total não existe. Partilhamento completo é inexequível.
E mais, o ESSENCIAL nem pode ser compartilhado: é descoberta e susto, glória ou danação de cada um, SOLITARIAMENTE.
Também fingimos que podemos escolher entre A ou B sem consequências.Toda escolha implica ônus e bônus e certeza a gente nunca vai ter - absoluta. Acredite.
Perdemos e ganhamos todos os dias.
Você quer casar comigo? 
Tem certeza que promete ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias sua vida.
NÃO, NÃO TEM!
Sem essa gente, isso não nos pertence maaaaais.
O que eu estou escrevendo não é coisa da minha cabeça e você, caro leitor, sabe disso. Não são devaneios.
Sou uma mulher do meu tempo e pelo que tenho visto é que cada dia que passa as pessoas atribuem este substantivo - FELICIDADE - a outra pessoa e esquece que já é feliz sozinho.
Isso não é egoísmo e também acredito que seja responsabilidade demais atribuída a uma pessoa que você nem conhece direito. De novo, não tem certeza mas topa relacionar-se pra ver o que pode e vai acontecer.
Escolhe trocar de trabalho porque vai ganhar mais no outro, mas não sabe se vai estar feliz no novo desafio.
Garantias? Não temos.
A questão é descobrir-se. Transformar-se. Se melhorar pro outro e pra si mesmo também. Tudo é aprendizado.
Sem exceções mas com concessões.
Encerre ciclos pra que novos possam ser iniciados. Nada pela metade, conclua.
Ninguém pode escolher por você. Se trata da sua vida e se você está optando pelo certo ou o errado só o tempo vai dizer.

Quem sou eu

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Mulheres de bem, somos a pessoa que sempre fomos, (guardadas algumas alterações fisiológicas que o tempo insistiu em modificar, mas Murphy é bonzinho até...) com quem vocês convivem ou irão conviver através deste blog, só que não, não sabemos direito quem realmente somos... nem sabemos se queremos bem saber. Nos surpreendemos muito com nós mesmas. Como colocar em um perfil, alguma característica nossa, se mudamos o tempo inteiro? Dupla personalidade. Humor negro. Ironia. Lágrimas de saudade.Sorrisos de boas lembranças.Abraços de adeus. Mistura das cores, de dores ,de amores. Afiliadas do clube "Pessoas que só tomam no cu".Amamos a vida. Nossos animais. (não estamos só querendo parecer boazinhas, a gente é mesmo). Dizimistas da igreja católica. The Secrets é o que há. E vodka não há de faltar. Mas, mulherada de fé, nada do que contém essas mal digitadas linhas é utilmente aplicável, nem sequer inutilmente despejado.Confissões inaudíveis,teses de liquidificador e quem sabe demonstrações da nossa constante oscilação. Achegue-se, nada aqui morde.. Te damos Boas vindas,com um velho clichê: Nós avisamos... ;)
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