16 de dezembro de 2014

 

De todos os clichês, esse é o que mais me ofende.

Não veto o direito dessa frase ser dita, acho, inclusive, necessária, porque é isso, tudo novo mesmo. Mas só apoio quando dita como uma observação, uma confissão, um pedido de desculpas pelo mau jeito. Nunca como desculpa barata pra recuar!

Nunca como capa pra covardia.

É tudo muito novo pra todo mundo, sempre. Então é injusto se apegar nisso como se fosse um bônus só seu, uma carta coringa exclusiva pra poder fazer e dizer o que quiser, sem poder ser culpado.

Uma pessoa pode ter namorado trinta vezes, mas ela nunca namorou com você! Então isso não deixa de ser novo demais pra ela também.

A vida nunca é igual, os dias, os minutos, as pessoas. Tudo se transforma, renova, surpreende, a cada milésimo de segundo. E o máximo que a gente pode fazer é aceitar as novidades de peito aberto, quando são à nosso favor. Quando a gente tá disposta, quando a gente quer fazer acontecer, a gente se adapta mesmo, se vira do avesso mesmo, essa é a verdade.

Eu penso: Então tenta, rema, aprende comigo, por mim. Caso contrário, não vale a pena, porta aberta é a serventia da casa, sempre foi.

Se me quer, me ama, gosta mesmo de mim, acho que tem que ser assim: “Olha, é tudo muito novo pra mim, então me orienta, me entende, me dá um desconto. Que eu tô aqui, contigo, aprendendo o que for preciso pra continuar nesse mesmo lugar, do seu lado, pelo tempo que Deus quiser.”

Eu baixo a guarda. Na hora.


E o clichê patético vira a coisa mais linda de ser ouvir. Vira a força pra qualquer um, ainda que aos trancos, continuar.


Clichê, meu amigo, aprende: É só pra quem sabe usar!
13 de outubro de 2014

"Não existe dia ruim. Sempre há chance do dia ser feliz. Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada. Uma gentileza salva o dia. Um bife milanesa salva o dia. Uma gola branca e engomada salva o dia. Uma emoção involuntária salva o dia. Nunca o dia está inteiramente perdido. Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece de errado tudo então vai dar errado. Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela. Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento. É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato. É algum amigo telefonando para confessar saudade. É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo. É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda. É encontrar - iniciando na tevê - um filme que adora e já assistiu cinco vezes. É oferecer colo ao seu gato. É planejar uma viagem de férias. É terminar um livro que abandonou pela metade. É ouvir sua coleção de LPs da adolescência. É comprar uma calça jeans em promoção. É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia. É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas. É possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito. Sigo esperançoso. Não coleciono tragédias. Sofro e apago. Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas. Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro, e não sou melhor do que ela. Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja, e não sou melhor do que ela. Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa. Não existe dia que não ganhe conserto. Não existe dia morto, dia de todo inútil. Não desista da alegria somente porque ela se atrasou. Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta. Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância. Não encerre o expediente com o escuro do céu. Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto. Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto. Não existe dia derrotado."
"Por todas as histórias findas, antes de ser tornarem lindas, gratidão. Por tudo o que foi desfeito, pela falta de calor e jeito, gratidão. Por não ter o que eu queria, estar próximos apenas pela geografia, gratidão. Por ter dado certo por pouco tempo, contrariando a vontade do momento, gratidão. Por todo o amor genérico e sentimentos falsificados, gratidão. Por tanto ter sido tão pouco, apenas cinzas e o potencial do fogo, gratidão. Por todo afeto inútil, e lixo emocional, gratidão. Pelas histórias tão breves, predispostas a causar feridas, gratidão. Por todos os parcos amores não terem ficado em minha vida, gratidão. Pois meu coração estava livre e vazio pra você chegar doce e macio se instalando em cada vão. Gratidão."
17 de junho de 2014



Bom galera eu sei que tem gente aqui que sente falta dos meus textos, desabafos e revoltas, sente minha falta mais precisamente. modéstia ficou na placentaMas o fato é que tenho tido pouco tempo, tenho viajado bastante à trabalho, continuo atendendo clientes acéfalos e embora eu passe todos dias por aqui porque se tu não sabe, saudade mata simmmm eu não consigo sentar pra escrever.
Não que seja falta de novidades na minha nada mole vida mas né, eu tento fazer tudo, acordo com gás e nunca mal humorada e acho engraçado que muita gente acha que compulsão é desvio de conduta, estava pensando a caminho do trampo que se tudo fosse só uma questão de força de vontade eu estava bem a beça....

anyway..
6 de junho de 2014

Olá galera linda do meu Brasil, aqui quem escreve é aquela o qual todos estão morrendo de saudades. Pois bem, me desculpo pela ausência, e peço que entendam, pois  essa vida de dona de casa + mulher ideal não é assim tão fácil. 

Por hora, estou passando apenas pra dizer que estou bem, e que por aqui as coisas andam de "vento em polpa" e  tirando as crises excessivas de "vontade de matar meu esposo" as coisas seguem como devem ser. 

Do mais, peço que continuem se deliciando com as postagens de minha súcia, que por sinal anda bem meladinha. 

 

Um mega abraço a todos que sentiram minha ausência e que imploraram pra mim voltar. 

 

Pois bem, cá estou eu!!!  


14 de maio de 2014
 
Eu tenho vários defeitos. Vários. Estava até pensando em começar a escrever um romance-desses-fictício-completamente-inspirado-na-minha-vida pra tentar fazer terapia e descobrir como foi que eu estraguei todos os relacionamentos que eu quase tive nos últimos anos. Trágico, eu sei.
Mas este texto aqui nem é pra falar dos meus defeitos. Vai ver comecei com esse papo por que, analisando a atitude do outro, talvez eu tenha parado pra pensar se não errei na mesma coisa.

Acho que a gente tem hoje uma geração de gente (o som ficou ruim, mas é bem isso) uma geração de gente que não sabe lidar com não conseguir o que quer exatamente na hora que quer. É como se o outro tivesse a obrigação de me satisfazer bem do jeito que eu quero no momento mesmo em que eu quero. Explico.

Gentileza não é interesse.

Mas, será que eu confundi ou as pessoas estão confundindo?

É tão fácil perceber quando é o outro que faz.
Outro dia, uma pessoa com quem não troquei duas dúzias de palavras, veio me dar lição de moral porque eu era sempre muito "seca". Ainda tentei ser educada sabe-se lá por quê. Respondi que estava sem tempo. Ele (fiquei com dó) veio reivindicar sua verdade: eu estava compartilhando posts no facebook como eu podia estar sem tempo para responder aos posts dele?!

Não sei se vocês entenderam o drama, mas o fato é... SILÊNCIO TAMBÉM É RESPOSTA. Eu gasto o meu tempo com o que eu quiser. As pessoas gastam o tempo delas com o que elas querem.

Esse texto não teve nada a ver com nada. Mas é que de vez em quando a gente se pergunta, né? Ei, por que cargas d'água o cara mais interessante que eu conheci este ano não sentiu o mesmo interesse de volta? Mas aí se lembra de outros tantos por quem você também não sentiu o mesmo interesse de volta. A vida é simples e idiota assim. Não dá pra inventar intimidade, muito menos cobrar intimidade. A intimidade é construída com o tempo... Então é aceitar o tempo das coisas e ir em frente?

tem uma metáfora do IChing que parece nobre e tal que eu curto muito, mas vez ou outra ainda escolho ignorar:

"Quando se quer comprimir algo, deve-se primeiro deixá-lo expandir-se plenamente."

Sábio né? Mas, melhor encerrar por aqui.



As mais recorrentes:


O cara espera que, depois do sexo, você escreva sobre o desempenho dele.

O cara teme que, depois do sexo, você escreva sobre o desempenho dele.

O cara morre de medo que, depois do sexo, você não se manifeste de maneira alguma sobre o desempenho dele.

O cara sente calafrios ao imaginar que, depois do sexo, você escreva sobre o desempenho de alguém que considerou ser melhor que ele.

O cara tem certeza que, qualquer poema erótico seu é uma alusão ao sexo que vocês fizeram ou um convite para.

O cara até te deseja, mas acha que você não é uma pessoa e que a experiência sexual será com uma poesia.

O cara até te deseja, mas acha que você come todos os seus seguidores e amigos e leitores da sua fanpage e que jamais terá tempo para ele.

O cara até te deseja e, além disso, acha que você come todos os seus seguidores e amigos e leitores da sua fanpage, portanto, fará sexo também com ele.

O cara até te deseja, mas acha que você dorme, acorda e come escrevendo, portanto tem uma vida sexual nula.

O cara até te deseja, mas acha que se ele não tiver lido os consagrados da literatura jamais terá chances de ter sexo com você.

O cara te deseja, te idealiza, e te cerca com juras de um amor que ele tem certeza que vem de outras vidas e que ele só percebeu isso quando leu “aquele” seu texto que a amiga compartilhou.

O cara não quer, realmente, ter sexo com você, ele quer dizer que te comeu.

O cara acha que, depois de ter sexo com você será o seu poema fatal.

O cara acha que, depois de algumas noites de sexo com você, ele será o primeiro nome dos agradecimentos do seu livro.

O cara acha que você é fake, portanto, jamais fará sexo com um avatar que escreve.

O cara não acha nada. Nem percebe que você quer fazer sexo com ele: acha que aquela sua investida inbox é só uma maneira de testar o seu poder de sedução.

O cara te reconhece como pessoa, já leu todos os teus poemas eróticos, já viu todos os teus ensaios nus e, finalmente, vai fazer sexo com você. Mas ele te espera de espartilho preto e cinta-liga, e você aparece com uma calcinha branca de algodão e um sutiã de outra cor...


"Que a nossa alma seja pura como a de uma criança, que brinca, que ama, que não julga, que aprende, que obedece, que teme a voz do Senhor, que chora quando está triste, que não tem medo de expressar seus sentimentos, que acolhe, que ajuda, que quer paz, que sofre pela tristeza de seu irmão, que se alegra com a benção de seu irmão, que perdoa e esquece, que pede perdão quando erra, que se arrepende, que se doa de afeto, que se oferece ajuda, que não tem preconceitos, que empresta, que não rejeita o sol, que mesmo de noite ama as estrelas, que agradece, que pede, que compartilha e sempre traz um sorriso escondido!"


Vanessa Fernandes
8 de abril de 2014


Na maioria dos casais, a despedida consiste em um beijo. Às vezes, com acréscimo dum te-vejo-mais-tarde, pra dar aquele ar conspiratório na coisa toda. O que é até legal, quando se trata dum casal. A despedida de certa forma define os casais. Permite transparecer o afeto e envolvimento entre ambos. Aos interlocutores, é até bem convincente, principalmente se esse afeto for real. Ou, se os atores forem bons. Nada exagerado, apenas uma fagulha de cumplicidade já é o suficiente pra atestar sua veracidade. No nosso caso, um aperto de mãos seguido de foi-um-prazer-fazer-negócios-com-você me parece ser bem mais adequado. Mas nós somos exceção. Nossa despedida de certa forma, se enquadra na nossa descrição. Discrição. É o que queremos. O teatro não possibilitaria isso. A nossa casualidade garante a nossa integridade emocional.

Na maioria dos casais, a despedida consiste em um beijo. No nosso caso, um aperto de mãos. Mas não somos um casal. Somos um caso. Temos um caso. Um caso à parte.
4 de abril de 2014
 

"O silêncio nada mais é que o nosso maior estágio de pureza. Nos aproxima de Deus, do universo e da nossa própria alma. Aproxima mais do que longas conversas, já que ficar em silêncio ao lado de alguém, sem se sentir desconfortável, é a maior prova de amor. Justamente porque na falta de palavras, é quase possível uma conversa telepática. Não sabemos o que o outro pensa, o que diz por dentro, mas a gente sente. Isso me leva a acreditar que só quem consegue passar horas sem dizer nada, sabe sentir de verdade. É, as melhores coisas do mundo são feitas na ausência da fala, quando tudo é silêncio e a voz falha, enquanto o coração dispara. Silêncio é coisa para bom entendedor, que não precisa nem de meia palavra. É coisa de gente que fala pelo olhar ou que, simplesmente, não precisa de informação alguma. Só precisa do outro, assim, perto, para descansar o barulho do resto do mundo. Coisa de gente que realmente ama, sem explicação, sem longas frases de efeito. Gente que simplesmente pode sentar-se em uma calçada, dar as mãos e observar tudo o que há para ser observado. Só sentir, como se nunca tivesse existido som algum, além do vento ou das ondas da praia. O silêncio é sagrado."
Rio doce.
6 de março de 2014

Que a esperança agasalhe nossos sonhos para que nada envelheça nosso sorriso. Que haja uma pausa para as reclamações e que a gratidão impere dando a importância maior que têm as coisas corriqueiras. Que um manto amoroso contagie nossa rotina e nossas palavras fluam responsáveis, compreensivas e delicadas quando destinadas ao Outro. Que tenhamos boas intenções e generosidade. E que sejamos alvos e portadores de boas notícias. Desejo paz.
27 de fevereiro de 2014


"De uma coisa podemos ter certeza:
de nada adianta querer apressar as coisas;
tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
Mas a natureza humana não é muito paciente.
Temos pressa em tudo e aí acontecem os atropelos do destino,
aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: Qual é esse tempo certo?

Bom, basta observar os sinais.
Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida,
pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais indicando o caminho certo.
Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.
Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa.

Basta você acreditar que nada acontece por acaso. Talvez seja por isso que você esteja agora lendo estas linhas.
Tente observar melhor o que está a sua volta.
Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda.
Lembre-se, que o universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento."
19 de fevereiro de 2014

 

Ele me conheceu em preto e branco. E trouxe flores para o vestido que ele insistia em tirar a qualquer hora do seu desejo. Eu estava ainda presa no meu mundo paralelo de palavras e nenhuma certeza: tudo muito flácido, trêmulo, desgovernado. Ele me deu um passo firme em sua direção. E me ensinou a entrega mais genuína: eu que pensava ter em mim o abraço de todos os acolhimentos do mundo, só aprendera a ir embora à hora mais exata da aurora.

Ele me ensinou a querer ficar.
14 de fevereiro de 2014


                Esses dias visitando uma amiga me dei conta que uma das árvores mais lindas que eu já havia visto, não estava mais em seu quintal. Após questionar o motivo pelo qual a árvore havia sido cortada, ela me respondeu que apesar de sua beleza ela fazia muita sujeira, e assim optaram por “dar fim” na árvore.
            Fiz cara de inconformada e silenciei.
            Como pode uma árvore tão linda não compensar o trabalho de varrer a calçada uma vez o dia? Como pode a sombra de seus galhos não serem suficientes para que ela permanecesse lá? Como pode a beleza de suas flores não alegrar a vida de quem a admira?
            Assim, como o corte da árvore do quintal de minha amiga são diversas situações de nossas vidas.
            Abstemo-nos de viver situações agradáveis por conta de uma ou duas coisas que podem nos incomodar. Deixamos de buscar algo novo por medo do desconhecido. Acomodemo-nos e criamos raízes onde estamos por não saber ao certo aonde determinado caminho vai nos levar. Não adotamos um bicho novo, por medo de ter mais trabalho. Não levamos os filhos à pracinha para evitar aborrecimentos.
            Não vivemos um grande amor por medo de nos machucar. Optamos pela indiferença diante de algumas situações para não nos expor em outras. Vivemos em busca da felicidade sem notar que são as pequenas coisas responsáveis por nossas maiores alegrias. Almejamos o muito, mas muitas vezes nos satisfazemos com o pouco. Deixamos de nos encantar pelo canto dos pássaros, por conta do barulho que produzimos. Generalizamos as pessoas de tal forma que deixamos de acreditar em promessas e palavras.
            Vivemos a vida de forma tão corrida, que muitas vezes só enxergamos as folhas no chão, sem nos darmos conta da beleza das flores que está acima de nós.


                Em uma de minhas longas esperas diárias, tive a oportunidade de presenciar uma das cenas mais verdadeiras, cativantes e raras nos dias de hoje.
                Um senhor parado em meio à calçada pede às pessoas que estão passando por ele (inclusive a mim) algum trocado para comprar comida aos filhos.
                Das várias pessoas que passaram por ele, ninguém se compadeceu e tirou algum trocado pra ajudar aquele homem.
                Então, depois de mais ou menos 30 minutos, passou por ele um rapaz, bem apresentado, daqueles que pagam pinta de playboy, aqueles que erroneamente você, e eu julgamos à primeira vista que jamais iriam ajudar alguém. O rapaz passa por aquele homem, discretamente direciona o olhar à ele segue seu caminho.
                Passados alguns minutos o “playboy” volta carregando uma sacola com alguns alimentos, e entrega ao homem. O homem agradece e ambos seguem seu caminho.
                Uma atitude tão simples e ao mesmo tempo tão nobre deixa todos os que presenciam de olhares leves e pensativos.
                 Algo tão fácil de realizar, algo que necessitou do mínimo esforço de alguém, algo que não irá mudar a vida da pessoa que recebeu a ajuda, mas que mudou a vida daquele jovem que se dedicou em gastar seu tempo e seu dinheiro em ajudar o próximo. Um gesto simples que com certeza mudou o modo de pensar de todas as pessoas que puderam presenciar a doação e que se deixaram tocar pelo espírito da solidariedade.
                “Pequenos” gestos como esse, não irão acabar com a fome no mundo, tampouco eliminar a guerra e fazer desaparecer a miséria que nos rodeia. Mas estou certa de que são esses gestos que tornam as pessoas mais humanas, que tornam os dias mais alegres, que fazem o amor ao próximo valer a pena.
                São esses “pequenos” e extintos gestos que carregam e dão o verdadeiro sentido à vida.
9 de fevereiro de 2014




Amor ou vício?


“Concedei-nos Senhor, serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguirmos umas das outras.”

Reihold Niebuhr



Será que você gosta mesmo ou só está viciado(a)?
Não , você não entendeu errado, a pergunta é essa mesmo: É amor ou droga?

Alguns relacionamento são tão lesivos que consomem as pessoas como drogas e , como qualquer outro vício, às vezes é necessário até ajuda externa pra largar. E o pior, juramos por tudo que é mais sagrado que é amor. Não é!

Amor não machuca, não diminui, não humilha, maltrata, troca, nem muito menos prende… Amor, de verdade, nos faz crescer, nos faz querer sermos melhores não só para nós mesmos, mas para o bem de outra pessoa. O verdadeiro amor liberta!

Então, como em um tratamento de choque, experimente fumar aquele último cigarro, dar o seu derradeiro trago no “amor” e depois jogue o maço fora. Abandone-o de vez,esqueça, corte o mal pela raiz e nunca mais ouse a acendê-lo!

Diga não as drogas!

Afaste-se de gente complicada, simplifique sua vida a engrandeça seus pensamentos, abra seus horizontes. Viaje, caminhe, dance, trabalhe, divirta-se, cante,cozinhe, brinque, ria, faça amigos, leia um livro! Leia “Pimentas” de Rubem Alves, garanto que será um excelente “detox”!

Aí, um dia, como outro qualquer, você descobre que não é preciso muito para ser feliz, que ficar sozinho(a) não é o fim do mundo, e que aquilo que você achava ser a metade da sua laranja, era, na verdade, um abacaxi!

Então amigo(a), desapega, desintoxica e vai viver!

Bjks,
23 de janeiro de 2014
 


Ainda que o mundo esteja em lenta evolução na direção de uma situação mais igualitária entre os gêneros — não estou dizendo que todo mundo esteja ajudando, somente acredito que a gente vá chegar lá – a gente ainda vive numa época em que alguns dos papéis masculinos e femininos são vistos com coisas bem delimitadas.
Homens são mais agressivos e mulheres são mais sensíveis enquanto homens são mais assertivos. Mulheres dóceis, carentes e homens não querem falar sobre sentimentos enquanto mulheres gostam de falar sobre sentimentos simplesmente.
E, no meio de todos esses estereótipos e definições, que com freqüência se mostram cada vez mais falsos, existe um dos mais arraigados e que mais começou a me incomodar conforme fui chegando na vida adulta e lidando com relacionamentos mais estáveis como namoro, assintindo alguns noivados e casamentos: a premissa da mulher enquanto eterna ‘mandona’ na relação.
São vários os sinais, que vão desde as manifestações das partes até a postura daqueles em torno, reagindo consciente ou inconscientemente. O bolo de casamento com o noivo sendo arrastado pela patroa – lê-se noiva - como que se obrigando a casar. Tem a camisa de casado onde se lê “game over”. Existe o fato de que as amigas da noiva estão felizes porque ela está se comprometendo, mas os amigos do noivo estão ironicamente dizendo que ele vai se “enforcar”.
O simples conceito de despedida de solteiro, que nasceu como ritual masculino, passa uma ideia básica de que o noivo tem direito a uma última noite de diversão porque a boa vida vai acabar, enquanto a namorada está em casa receber uma coleção de tupperware. Errado! Ele poderá ter sua vida normal com algumas limitações que ele mesmo escolheu ter!
Mas essas coisas não se limitam necessariamente ao casamento. Existe toda uma gama de marcadores textuais, desde o homem se referindo a namorada como “patroa” — o que inevitavelmente dá ao namoro uma ideia de trabalho, como se fosse algo que ela faz e ele  é obrigado a consentir — gente quem pede a mulher em casamento é o homem, certo? Então ela não está mandando nada ela simplesmente aceita. Sabe aquele trechinho que diz: “ É por livre e espontânea vontade que o fazeis?” Então!
Casamento é feito de concessões entre ambas as partes. Não é o fim do mundo propor assistir um filme romântico, como se, mesmo dentro dessa lógica, não representasse também um imenso esforço feminino tolerar um futebol ou maratona do Rambo, só que a mulher faz e sem chiar. Se ela não quer ir ela não vai mas não fica de cara amarrada se decide ir.
Tudo isso para transmitir uma ideia de que, no geral, as mulheres são as interessadas no relacionamento e os homens, que obviamente preferiam estar solteiros, mas decidiram casar. Alguns homens mesmo depois de ter casado lutam diariamente e bravamente para suportar, sem conseguir esconder totalmente seu desconforto e com essa norma social que poda sua natureza de machos livres, que possivelmente andariam pelas pradarias praticando o extrativismo vegetal e o sexo animal.
Parece exagero mas que mal há em comprometer-se de verdade perante sua companheira e sociedade?
Mas não, nem estou aqui para discutir a inevitável escolha — a mulher tem seu espaço e está muito independente também, só pra lembrar ela também abre mão de muitas coisas e rotinas de sua vida para compartilhar uma com um homem que mereça assim ser chamado.
 Na verdade, eu quero apenas tocar em um ponto bem menor e, talvez, bem mais particular, que é o fato de que quando você pensa que mulher manda, você está sendo bastante babaca.
Na minha opinião o bolo de casamento por exemplo deveria ser o contrário, o bonequinho masculino deveria estar laçando a noiva.
Você homem, mude seu pensamento, ainda dá tempo.
Mesmo se você não puder fazer isso por questões ideológicas, por conta das conquistas femininas, por qualquer motivo mais elevado ou conceitual, vale a pena fazer isso em respeito a sua esposa, namorada, parceira, ficante. Menos camisa game over, menos tipinho, menos papo sobre os tempos de solteiro como se eles consistissem em pegação sem limites e não em noites jogando Age of Empires e um pouco mais de percepção de que não é vergonha nenhuma admitir que você está tão investido emocionalmente em algo quanto a pessoa do seu lado e ninguém vai ser menos homem por causa disso.
 
Mesmo porque, se estar com ela fosse mesmo um trabalho, um comportamento assim já estaria gerando justa causa.

Quem sou eu

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Mulheres de bem, somos a pessoa que sempre fomos, (guardadas algumas alterações fisiológicas que o tempo insistiu em modificar, mas Murphy é bonzinho até...) com quem vocês convivem ou irão conviver através deste blog, só que não, não sabemos direito quem realmente somos... nem sabemos se queremos bem saber. Nos surpreendemos muito com nós mesmas. Como colocar em um perfil, alguma característica nossa, se mudamos o tempo inteiro? Dupla personalidade. Humor negro. Ironia. Lágrimas de saudade.Sorrisos de boas lembranças.Abraços de adeus. Mistura das cores, de dores ,de amores. Afiliadas do clube "Pessoas que só tomam no cu".Amamos a vida. Nossos animais. (não estamos só querendo parecer boazinhas, a gente é mesmo). Dizimistas da igreja católica. The Secrets é o que há. E vodka não há de faltar. Mas, mulherada de fé, nada do que contém essas mal digitadas linhas é utilmente aplicável, nem sequer inutilmente despejado.Confissões inaudíveis,teses de liquidificador e quem sabe demonstrações da nossa constante oscilação. Achegue-se, nada aqui morde.. Te damos Boas vindas,com um velho clichê: Nós avisamos... ;)
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