22 de outubro de 2012
Onde será que enterraram os restos mortais do romantismo?
Ando tão cansada de bancar a mulherzinha moderna, super-heroína, aquela sem interesse em compromissos, em relacionamentos sérios,  que estou pronta pra incorporar a paleontóloga e escavar onde for para resgatá-lo. É de admirar-se a falta de sensibilidade que acomete algumas pessoas da “nossa” geração. (re)inventamos o verbo "ficar" e somos nós que ficamos na mão quando o desejo de oficializar quaisquer namorico aparece. Quero de volta notar o rubor nas bochechas da pessoa que me encontra; reconhecer um brilho diferente no olhar do outro quando estes com os meus se cruzam. Sem pieguices, que também não sou dessas, mas meu eu-afetuoso está cansado de ser massacrado pela secura das relações que me cercam. Quero andar de mãos dadas em algum parque nas tardes de domingo. Sentir novamente um nervoso antes de ter meus lábios tocados por alguém especial pela primeira vez. a folia da micareta não faz sentido no mundo. eu quero alguém que me dê flores, mesmo sendo amigo. Alguém que me escute, e não queira apenas fazer sexo. Poder recitar poesias de amor sem parecer clichê. Nada de clarice, nem caio, nada profundo, conturbado, nem moderno e contemporâneo. Eu quero  o sofrimento do Werther, de Goethe, que se mata em nome de uma paixão inconcebível. Ou da Isolda, de Wagner, que ao encontrar seu tristão morto, sucumbe à morte de tristeza pois não suportaria a vida sem o seu verdadeiro amor. há dias que simplesmente acordamos assim, querendo amar, querendo morrer. ter o que sentir na carne, na alma, na vida offline. Eu hoje quero um amor a moda antiga e não apenas alterar meu “status” de relacionamento das redes sociais das quais participo. se amanhã ainda estarei assim, não sei. Sei que neste momento quero o mesmo amor de camões: aquele que ardia sem se ver, doía sem doer, nunca contentava-se de contente, ganhava ao se perder..

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Mulheres de bem, somos a pessoa que sempre fomos, (guardadas algumas alterações fisiológicas que o tempo insistiu em modificar, mas Murphy é bonzinho até...) com quem vocês convivem ou irão conviver através deste blog, só que não, não sabemos direito quem realmente somos... nem sabemos se queremos bem saber. Nos surpreendemos muito com nós mesmas. Como colocar em um perfil, alguma característica nossa, se mudamos o tempo inteiro? Dupla personalidade. Humor negro. Ironia. Lágrimas de saudade.Sorrisos de boas lembranças.Abraços de adeus. Mistura das cores, de dores ,de amores. Afiliadas do clube "Pessoas que só tomam no cu".Amamos a vida. Nossos animais. (não estamos só querendo parecer boazinhas, a gente é mesmo). Dizimistas da igreja católica. The Secrets é o que há. E vodka não há de faltar. Mas, mulherada de fé, nada do que contém essas mal digitadas linhas é utilmente aplicável, nem sequer inutilmente despejado.Confissões inaudíveis,teses de liquidificador e quem sabe demonstrações da nossa constante oscilação. Achegue-se, nada aqui morde.. Te damos Boas vindas,com um velho clichê: Nós avisamos... ;)
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